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WEG (WEGE3) cai mais de 3% após resultados abaixo do esperado; o que fazer agora?

29 abr 2026, 12:18 - atualizado em 29 abr 2026, 12:18
WEG
(Imagem: Divulgação)

As ações da WEG (WEGE3) abriram o pregão desta quarta-feira (29) liderando as perdas do Ibovespa (IBOV), após uma contração de 5,7% no lucro líquido do primeiro trimestre de 2026, na comparação anual.

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A companhia lucrou R$ 1,45 bilhão no período de janeiro a março. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, atingiu R$ 2,10 bilhões, uma contração de 3,2% na base anual e de 8,3% ante o último trimestre.

Por volta de 12h (horário de Brasília), as ações WEGE3 caíam 3,59%, cotadas a R$ 45,59. Acompanhe o tempo real.



Na leitura do BTG Pactual, a companhia entregou um trimestre fraco, abaixo das expectativas em crescimento e margem.

A margem Ebitda avançou 0,6 ponto percentual de um ano para o outro, chegando a 22,2% no primeiro trimestre de 2026.

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O retorno sobre o capital investido (ROIC) da WEG foi de 33,1% no 1T26, um recuo de 0,1 ponto percentual na comparação com o 1T25.

Já a receita operacional líquida totalizou R$ 9,46 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um recuo de 6,1% na comparação com o mesmo período no ano passado. Frente o último trimestre, o recuo é de 7,6%.

A equipe de analistas do BTG pontua que a leitura dos resultados do primeiro trimestre é mais simples do que nos trimestres anteriores, uma vez que no terceiro e quatro trimestre de 2025 havia dúvida entre o destaque positivo de margens e a frustração com o crescimento mais lento da receita líquida.

“Neste primeiro trimestre, o cenário é mais claro, pois as duas principais variáveis observadas pelo mercado, crescimento da receita líquida e margens, vieram abaixo das expectativas”, dizem os analistas.

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Tendo em vista o ciclo de crescimento mais fraco no momento, a perspectiva de um real mais forte por mais tempo e o valuation ainda acima da média histórica, o banco destaca que surpreenderia uma realização de lucros no curto prazo.

“Por outro lado, com a aproximação de um novo ciclo de crescimento impulsionado por expansão de capacidade em T&D (Transmissão e Distribuição) a partir do segundo semestre de 2026, o mercado tende a recuperar confiança gradualmente, tanto pelo crescimento de volumes quanto por uma melhora no mix de produtos”, ponderam os analistas.

O BTG mantém recomendação de compra para WEG, considerando que a tese estrutural de crescimento de longo prazo permanece intacta. O preço-alvo é de R$ 65.

Sentimento negativo

O Itaú BBA avalia negativamente o primeiro balanço de 2026 da WEG, uma vez que a companhia apresentou resultados abaixo do esperado em praticamente todas as linhas, com cerca de 5% de lucro líquido abaixo do previsto, ou em torno de 13% se ajustado por provisões não recorrentes e ganhos de capital.

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“Acreditamos que esse resultado provavelmente continuará trazendo risco de revisões para baixo no consenso do mercado. Nossas projeções atuais para o lucro líquido de 2026 são de R$ 6,5 bilhões, contra R$ 6,8 bilhões do consenso, e vemos uma assimetria negativa para nossos números, impulsionada por um real mais forte e expectativas de crescimento mais fracas”, dizem os analistas.

Embora o BBA acredite que a adição de capacidade para Transmissão & Distribuição no segundo semestre de 2026/2027 e um bom crescimento anual das receitas no exterior possam sustentar o múltiplo de valuation nos níveis atuais, a expectativa é que a ação tenha desempenho fraco no curto prazo, pressionada por revisões negativas nas estimativas do mercado e por um momento mais fraco nos lucros.

A casa, no entanto, mantém a recomendação outperform, equivalente à compra, para as ações WEGE3, com preço-alvo de R$ 50.

Analistas do Safra também avaliam negativamente os números da companhia.

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“A receita líquida somou R$ 9,468 bilhões, queda de 6,1% na comparação anual (-2,2% versus Safra e -2,8% versus consenso), pressionada por uma contração de 19,5% na receita do mercado doméstico, devido à ausência de entregas de geração solar centralizada. O 1T25 havia sido o trimestre mais forte da história da companhia em solar”, dizem os analistas do banco.

A recomendação do Safra para as ações da WEG é neutra, com preço-alvo de R$ 57,40.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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