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Agro ‘salva’ o PIB enquanto consumo perde força no Brasil, mostra BC

21 maio 2026, 10:45 - atualizado em 21 maio 2026, 10:45
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(Imagem: Unsplash/Firmbee.com)

A economia brasileira perdeu força em 2025 diante do enfraquecimento do consumo e dos setores mais ligados ao ciclo econômico, como comércio e indústria, enquanto o agronegócio sustentou a atividade em regiões como Centro-Oeste e Sul, mostrou o Boletim Regional divulgado nesta quinta-feira (21) pelo Banco Central.

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Segundo o relatório, o país e quatro das cinco regiões brasileiras cresceram em ritmo menor do que no ano anterior, refletindo um ambiente de desaceleração da demanda doméstica e de arrefecimento em segmentos mais sensíveis aos juros elevados.

O principal contraponto veio do campo. Impulsionado pelo forte desempenho da agropecuária, o Centro-Oeste foi a única região a acelerar o crescimento em relação a 2024. O Sul também foi beneficiado pela recuperação do setor agrícola e avançou acima da média nacional.

Já o Norte apresentou expansão superior à média brasileira, apoiado não apenas pela agropecuária, mas também pela indústria de transformação e pelo comércio.

Na outra ponta, Sudeste e Nordeste registraram os menores ritmos de crescimento do país. De acordo com o BC, o desempenho mais fraco dessas regiões esteve ligado justamente à perda de fôlego de atividades ligadas ao consumo, como comércio e indústria.

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O retrato desenhado pelo BC reforça uma economia em duas velocidades: de um lado, regiões impulsionadas pela produção agrícola e pelo setor externo; de outro, áreas mais dependentes do consumo doméstico e do crédito sentindo os efeitos do ambiente monetário mais restritivo.

Mercado de trabalho e crédito

Apesar da desaceleração da atividade, o mercado de trabalho continuou aquecido em 2025. Todas as regiões brasileiras atingiram as menores taxas de desocupação desde o início da série histórica, em 2012.

O BC também destacou que houve crescimento da população ocupada em todas as regiões, ainda que em ritmo menor do que nos últimos anos. Além disso, a informalidade recuou de forma disseminada e a participação de trabalhadores com carteira assinada renovou máximas históricas em todo o país.

A renda média do trabalho também avançou em termos reais em comparação com 2024, segundo o relatório.

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No sistema financeiro, o crédito bancário desacelerou em todas as regiões brasileiras, especialmente nas áreas com maior peso do crédito rural, como Centro-Oeste, Sul e Norte.

Segundo o Banco Central, a perda de tração ocorreu principalmente no crédito com recursos livres e nas linhas direcionadas às pessoas físicas, categoria que concentra boa parte do financiamento rural.

Ao mesmo tempo, a inadimplência aumentou em todas as regiões, refletindo tanto mudanças regulatórias quanto um aumento efetivo dos atrasos, sobretudo no crédito ligado ao agronegócio.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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