Diplomacia

Alckmin: torço para que boa química entre Lula e Trump beneficie ainda mais os dois países

04 maio 2026, 14:40 - atualizado em 04 maio 2026, 14:40
Lula e Alckmin participam de cerimônia no Palácio do Planalto (REUTERS/Adriano Machado)

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou nesta segunda (4) que o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, previsto para esta semana nos Estados Unidos, será muito importante comercialmente para o Brasil. Ele lembrou que os norte-americanos são o nosso terceiro parceiro comercial, atrás da China e União Europeia, mas o maior investidor estrangeiro.

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“Torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício de dois grandes países e grandes democracias do Ocidente”, disse Alckmin a jornalistas após evento da Câmara Sueco-Brasileira, em São Paulo (SP).

Durante encontro com Lula na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro de 2025, Trump disse que ele e Lula tiveram uma excelente química, o que reduziu as tensões entre os países e os governos após o tarifaço. “Sobre a questão tarifária, sempre defendemos que houvesse uma relação melhor, porque os estados Unidos, têm superávit na balança com o Brasil”, afirmou.

Desenrola 2.0 muito positivo

Alckmin comentou também o lançamento do Desenrola 2.0, ocorrido hoje em Brasília, programa do governo que pretende fomentar a renegociação de dívidas de famílias, estudante, empreendedores e pequenos produtores com até 90% de desconto e taxas de juros de até 1,99% ao mês.

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Ele afirmou que o programa é muito positivo e necessário, mas cobrou a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central e ainda a adoção do modelo norte-americano para considerar a inflação na análise da inflação nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) para a Selic. “O problema é que temos a taxa de juros absurdamente alta e até mencionei que deveríamos observar o modelo do FED (Banco Central dos Estados Unidos) que exclui energia e alimentação na taxa de juros”.

Alckmin negou que o Desenrola 2.0 tenha viés político e relação com as eleições deste ano e afirmou que o programa chega para complementar o Desenrola 1, que fracassou de acordo com o próprio governo. “São medidas para tirar famílias do crédito rotativo, do cheque espacial, e financiamentos de 5% ao mês e de interesses da população”, disse. “E vamos trabalhar junto ao Banco Central para reduzir os juros”.

STF, Messias e eleições

Indagado se Lula já teria algum nome para indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a rejeição, na semana passada, de Jorge Messias, Alckmin lamentou a não eleição pelo Senado do advogado-geral da União, uma “pessoa preparada, jurista com experiência, e uma vida dedicada ao serviço público”. Para o vice-presidentem com um ministro a menos, o STF seguirá sobrecarregado.

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Ao final, Alckmin comentou a disputa para o Senado em São Paulo, que tem três candidatos para o cargo na base do governo, dois do PSB – Simone Tebet e Márcio França – e Marina Silva (Rede), todos ex-ministros. “O PSB tem dois ótimos candidatos que estão liderando as pesquisas e temos também a Marina Silva, que é um excelente quadro. Vamos amadurecer na próxima semana”.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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