As duas únicas empresas não financeiras da B3 com receitas trimestrais acima de R$ 100 bilhões
Apenas duas empresas não financeiras listadas na B3 registram receitas líquidas operacionais superiores a R$ 100 bilhões em um único trimestre: Petrobras (PETR3;PETR4) e JBS (JBSS32).
A estatal já operava acima desse patamar, enquanto a companhia de alimentos passou a integrar o seleto grupo no segundo trimestre de 2024. Desde então, as duas empresas seguem isoladas no topo do ranking, segundo levantamento da Elos Ayta.
O estudo exclui bancos, seguradoras e outras instituições financeiras, uma vez que as receitas dessas empresas seguem critérios contábeis e possuem composição diferente daquela observada em companhias dos setores produtivo, industrial, comercial e de serviços.
No segundo trimestre de 2026, a Petrobras liderou a lista, com receita líquida operacional de R$ 169,53 bilhões. Na sequência apareceu a JBS, com R$ 120,65 bilhões.
A distância para as demais companhias evidencia a dimensão das duas líderes. Terceira colocada, a Vibra (VBBR3) faturou R$ 57,30 bilhões no período — menos da metade do valor registrado pela JBS e cerca de um terço da receita da Petrobras.
Logo depois aparecem a Vale (VALE3), com receita de R$ 53,01 bilhões; a Raízen (RAIZ4), com R$ 51,46 bilhões; a Ultrapar (UGPA3), com R$ 41,52 bilhões; e a MBRF (MBRF3), com R$ 40,72 bilhões.
Completam a lista das dez maiores receitas do trimestre a Braskem (BRKM5), com R$ 21,72 bilhões; a Ambev (ABEV3), com R$ 20,15 bilhões; e o Assaí (ASAI3), com R$ 19,18 bilhões.
Os números mostram que Petrobras e JBS estão em uma categoria própria de faturamento na bolsa brasileira. Mesmo gigantes dos setores de energia, mineração, agronegócio e consumo ainda permanecem distantes da barreira de R$ 100 bilhões em vendas trimestrais.