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Aura (AURA33): com alta do ouro, empresa reverte prejuízo e lucra US$ 95 milhões

06 maio 2026, 20:35 - atualizado em 06 maio 2026, 20:35
Aura Minerals
Aura Minerals

A Aura Minerals (AURA33) reverteu o prejuízo e registrou lucro líquido de US$ 95,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, diante do avanço da produção, da entrada de Borborema e da consolidação da mina MSG, além do forte aumento nos preços do ouro.

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Com o resultado, a Aura anunciou dividendo recorde de cerca de US$ 65 milhões, ou US$ 0,78 por ação.

Um ano antes, a companhia havia reportado prejuízo de US$ 73,2 milhões. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando teve perda de US$ 19,9 milhões, o resultado também voltou ao azul.

A receita líquida somou US$ 382,6 milhões, alta de 136% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 19% frente ao trimestre anterior. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo maior volume vendido e pelos preços mais elevados dos metais. O preço médio realizado do ouro subiu 70% em um ano, para US$ 4.873 por onça, enquanto o cobre avançou 27%, para US$ 5,81 por libra.

A produção total atingiu 82.137 onças equivalentes de ouro (GEO), avanço de 37% na comparação anual. As vendas somaram 81.368 GEO, alta de 35% sobre o mesmo período do ano passado.

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“No 1T26, a Aura deu mais um passo firme em suas três principais frentes de criação de valor”, afirmou Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da companhia, em documento publicado na noite desta quarta-feira (6).

Segundo ele, a mineradora avançou com Borborema, trabalhou para melhorar as condições da MSG e ampliou reservas minerais desde o IPO na Nasdaq.

O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado alcançou US$ 243,9 milhões, alta de 199% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 17% contra o quarto trimestre. A margem Ebitda ajustada ficou em 64%, avanço de 14 pontos percentuais em um ano.

O lucro líquido ajustado, que exclui efeitos não caixa ligados aos derivativos de ouro e impostos diferidos sobre itens não monetários, foi de US$ 109,5 milhões, avanço de 307% na comparação anual.

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Apesar do salto nos resultados, os custos também subiram. O custo caixa ficou em US$ 1.485 por GEO, alta de 29% em um ano, enquanto o All-in Sustaining Cost (AISC) avançou 25%, para US$ 1.829 por GEO.

A companhia atribuiu a pressão à consolidação da MSG, que ainda passa por uma fase de turnaround, ao sequenciamento de minas em Aranzazu e Apoena e ao efeito negativo do câmbio, com valorização do real e do peso mexicano.

A Aura disse esperar redução dos custos principalmente no segundo semestre, com aumento da produção e início dos ganhos das iniciativas de redução de custos na MSG. A mineradora manteve o guidance de produção para 2026, entre 340 mil e 390 mil GEO.

No financeiro, a companhia ainda registrou resultado negativo de US$ 68,9 milhões, mas melhor do que as perdas de US$ 121,6 milhões um ano antes. O número foi impactado por perdas com hedge de ouro, incluindo US$ 24,1 milhões em marcação a mercado e US$ 33,3 milhões em perdas realizadas.

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A geração de caixa operacional somou US$ 117,9 milhões, alta de 185% em um ano. Já o fluxo de caixa livre recorrente ficou em US$ 94,9 milhões, avanço de 253% ante o primeiro trimestre de 2025.

A alavancagem seguiu baixa, com dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses em 0,16 vez, ante 0,88 vez um ano antes.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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