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Vibra Energia (VVBR3) lucra R$ 1,61 bilhão no primeiro tri de 2026

06 maio 2026, 20:09 - atualizado em 06 maio 2026, 20:09
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(Foto: Vibra/Divulgação)

A Vibra Energia (VVBR3) reportou lucro líquido de R$ 1,61 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 168% em relação ao mesmo período do ano passado.

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A receita líquida ajustada somou R$ 48,3 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 7% na comparação anual, enquanto o lucro bruto ajustado avançou 32%, para R$ 3,45 bilhões. A margem bruta ajustada passou de 5,8% para 7,2% no período.

O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado da companhia atingiu R$ 3,2 bilhões no trimestre, salto de 58% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já a margem Ebitda ajustada avançou para R$ 350 por metro cúbico, crescimento de 62% na comparação anual. Excluindo efeitos não recorrentes, o Ebitda ajustado recorrente ficou em R$ 2,26 bilhões, alta de 63%.

Segundo a companhia, o resultado foi beneficiado pela ampliação das importações em meio ao cenário mais apertado de oferta de combustíveis, fortalecimento da rede embandeirada e avanço regulatório no setor.

“Foi esse conjunto de iniciativas — a ampliação das importações, a fidelização e expansão da Rede Embandeirada e os avanços no ambiente regulatório — que sustentou nossa geração de valor em um trimestre de custos de suprimento excepcionalmente elevados”, afirmou o CEO Ernesto Pousada, em documento publicado na noite desta quarta-feira (6).

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O volume total comercializado pela companhia somou 8,7 milhões de metros cúbicos, alta de 4% na comparação anual. O segmento de rede de postos avançou 6%, impulsionado principalmente pelas vendas de diesel e ciclo Otto, enquanto o B2B cresceu 1%, com destaque para querosene de aviação (QAV).

Na rede de postos, o Ebitda ajustado saltou 74%, para R$ 1,73 bilhão, enquanto a margem Ebitda ajustada avançou 65%, para R$ 314 por metro cúbico. A Vibra encerrou março com 7.514 postos, após adicionar 155 novas unidades no trimestre.

Já no segmento B2B (business to business), o Ebitda ajustado cresceu 63%, para R$ 1,47 bilhão, beneficiado pelo crescimento das vendas de QAV e pela expansão de contratos de fornecimento. A margem Ebitda ajustada subiu 61%, para R$ 456 por metro cúbico.

Por outro lado, o braço de renováveis, a Comerc, continuou pressionado pelo curtailment elevado e pelo ambiente mais difícil no mercado de energia. O Ebitda ajustado do segmento caiu 31%, para R$ 147 milhões.

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O resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 581 milhões, ainda pressionado pelos juros elevados e pelos efeitos cambiais e monetários, embora tenha melhorado frente ao impacto de R$ 671 milhões registrado um ano antes.

A geração de caixa foi um dos principais destaques do trimestre. O fluxo de caixa operacional somou R$ 1,9 bilhão, alta de 101% na comparação anual, enquanto o fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 1,7 bilhão. O caixa consolidado encerrou março em R$ 5,1 bilhões.

Com isso, a alavancagem da companhia caiu para 2 vezes dívida líquida sobre Ebitda ajustado, melhora de 0,4 vez em relação ao trimestre anterior. A dívida líquida encerrou março em R$ 18,6 bilhões.

A Vibra também destacou avanços na gestão de passivos. Em abril, a companhia concluiu a 10ª emissão de debêntures incentivadas, no valor de R$ 1,56 bilhão, com prazo de 10 anos. “Como resultado, a Vibra aprimorou o perfil de endividamento consolidado e realizou a captação com o maior prazo e o menor custo de sua história”, afirmou a companhia.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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