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Banco do Brasil (BBAS3): Safra diz que balanço pouco contribui para confiança na recuperação dos lucros

13 ago 2026, 16:14 - atualizado em 13 ago 2026, 16:15
Banco do Brasil
(Imagem: iStock/Rmcarvalho)

A reação negativa ao balanço já era esperada pelo Banco Safra. Na mínima intradia, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 4,16% (R$ 18,21) nesta quinta-feira (13).



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Para os analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, ainda que o lucro líquido e R$ 3,9 bilhões tenha ficado 4% acima da estimativa do banco, essa “surpresa” é de baixa qualidade e secundária diante do que os resultados realmente mostram.

“De modo geral, apesar da surpresa positiva no lucro, não acreditamos que o trimestre forneça evidências de uma trajetória de melhora da rentabilidade”, escreveram os analistas.

Para eles, “os principais desafios continuam sem solução, e os resultados pouco contribuem para aumentar a confiança em uma recuperação sustentável dos lucros”.

Pontos de atenção para o Banco do Brasil (BBAS3)

O Safra chamou a atenção para a qualidade dos ativos que, segundo os analistas, pioraram significativamente. Em destaque, a inadimplência acima de 90 dias no cartão de crédito dobrou, para 14,6%, enquanto a formação de inadimplência no varejo atingiu R$ 11,8 bilhões no trimestre.

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A carteira de agronegócio também continuou apresentando sinais de estresse, com a administração indicando que o índice de pagamentos em dia em julho ficou em 74%. “O número se deteriorou sequencialmente justamente em um mês que concentra o maior volume de pagamentos do ano (R$ 20 bilhões)”, destacaram os analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre.

“Toda a tese agora depende de uma recuperação relevante da carteira de agronegócio, condicionada à implementação e execução bem-sucedidas da medida provisória sobre a renegociação das dívidas rurais”, acrescentaram.

Além disso, a dupla do Safra vê ‘ventos contrários emergentes’ sobre a capacidade de geração de lucro do BB. Isso porque a revisão da taxa de desconto utilizada na avaliação atuarial das obrigações com benefícios aos funcionários (Previ e Cassi) gerou um impacto negativo de aproximadamente R$ 7 bilhões sobre o patrimônio líquido.

O BB ainda acumulou $ 3,5 bilhões em ativos fiscais diferidos (DTAs) relacionados a prejuízos fiscais, além de R$ 5,3 bilhões em DTAs totais, e R$ 4 bilhões negativos em passivos fiscais diferidos (DTLs).

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“O impacto combinado de R$ 9,3 bilhões sobre o patrimônio líquido tangível pode implicar um impacto anualizado estimado de aproximadamente R$ 1 bilhão sobre a margem financeira líquida (NII), representando um peso relevante sobre o retorno do patrimônio”, diz o relatório do Safra.

O Safra tem recomendação neutra para as ações BBAS3 e preço-alvo de R$ 25 no fim de 2026, o que implica em um potencial de valorização de 32% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (12), os papéis do BB encerraram o pregão cotados a R$ 19,00.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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