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Banco do Brasil (BBAS3) salta 3% e ativo ainda pode melhorar qualidade à frente por um fator, segundo BBI

25 maio 2026, 15:49 - atualizado em 25 maio 2026, 15:49
banco do brasil
(Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) lideram as altas entre o setor bancário nesta segunda-feira (25), chegando a avançar 3,01% (R$ 21,57), na máxima. No acumulado do mês e da semana, porém, o papel teve perdas de 3,02% e 0,83%, respectivamente.

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Além disso, o Banco do Brasil é a segunda ação mais negociada da B3 na sessão de hoje, com giro de capital de R$ 209,9 milhão e um total de 31,3 negócios.

O setor bancário sobe no pregão desta segunda-feira impulsionado pelo otimismo de avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para alcançar um acordo de paz no Oriente Médio.

Entre os pares, Itaú Unibanco (ITUB4) tem alta de 2,33% (R$ 40,35), Bradesco (BBDC4) tem ganho de 2,21% (R$ 18,01) e Santander Brasil (SANB11) sobe 1,81% (R$ 27,59).

Por volta das 15h10 (horário de Brasília), BBAS3 subia 2,87%, a R$ 21,54. Já o Ibovespa (IBOV) tinha avanço de 0,67%, aos 177.393,96 pontos.

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Ventos favoráveis no agro?

Nesta terça-feira (26), o governo deve enviar ao congresso uma medida provisória (MP) para renegociação de dívidas de produtores rurais após impasses sobre o formato do programa, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. A medida prevê o uso de recursos do Tesouro e a participação dos bancos na oferta de crédito com condições mais favoráveis.

A proposta busca destravar crédito no agronegócio, especialmente para produtores afetados por perdas recentes e com dificuldades de acesso a novas linhas. Além disso, a medida deve priorizar pequenos e médios produtores, com prazos mais longos e juros abaixo dos praticados pelo mercado.

Na avaliação do Bradesco BBI, a MP reforça a atuação contracíclica do governo em um segmento que é relevante para os bancos, com impacto positivo na qualidade de crédito de agro no médio prazo.

Para o BBI, a expectativa é de efeito mais direto e favorável para o Banco do Brasil, devido a sua maior exposição ao crédito rural.

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“De um ponto de vista mais amplo, a medida ajuda a suavizar a inadimplência no ciclo 2026 e 2027, reforçando nossa tese de estabilização gradual da qualidade de ativos [do Banco do Brasil]”, afirma o BBI.

Já para os bancos privados, como Itaú e Santander, o impacto tende a ser mais limitado, mas ainda positivo via redução de risco sistêmico, na avaliação do analista Renato Chanes.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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