Bank of America supera expectativas de lucro e receita; no pré-mercado, ação sobe mais de 1%
O Bank of America (BofA) teve lucro líquido de US$ 8,6 bilhões no primeiro trimestre de 2026, 17% maior do que o ganho de US$ 7,4 bilhões apurado em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.
O lucro diluído por ação do banco americano no período foi de US$ 1,11, acima da projeção de analistas consultados pela FactSet, de US$ 1,01.
A receita do BofA teve expansão anual de 7% no trimestre, a US$ 30,3 bilhões, também superando o consenso da FactSet, de US$ 29,95 bilhões.
As receitas com as taxas da unidade de banco de investimento corporativo aumentaram 21%, para US$1,8 bilhão no primeiro trimestre. O banco esperava um aumento de 10%.
A BofA Securities garantiu importantes funções de consultoria em vários dos maiores contratos do trimestre, incluindo a aquisição da divisão de alimentos da Unilever pela McCormick por US$42,7 bilhões e a compra da fabricante de dispositivos médicos Penumbra pela Boston Scientific por US$14,9 bilhões.
O banco também assessorou a Devon Energy na aquisição da Coterra Energy por US$26 bilhões, um negócio considerado um marco na consolidação do setor de xisto nos EUA. E liderou o consórcio que assessorou a Janus Living, um fundo imobiliário especializado em residências para idosos, em sua listagem na Bolsa de Valores de Nova York em março.
“Continuamos atentos à evolução dos riscos. No entanto, observamos uma atividade saudável por parte dos clientes, incluindo gastos sólidos do consumidor e qualidade estável dos ativos, o que indica uma economia norte-americana resiliente”, disse o presidente-executivo do Bank of America, Brian Moynihan, em comunicado.
Já as provisões para eventuais perdas com crédito caíram a US$ 1,3 bilhão, ante US$ 1,5 bilhão um ano antes.
Às 7h55 (de Brasília), a ação do BofA subia 1,2% no pré-mercado de Nova York.
* Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo