Ouro

Ouro cai quase 2% com nova escalada de tensões no Oriente Médio

01 jun 2026, 15:35 - atualizado em 01 jun 2026, 15:46
barras de ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro fechou a sessão desta segunda-feira (1º) em queda e voltou ao nível abaixo de US$ 4,5 mil por onça-troy na mínima intradia, em meio a relatos de que o Irã pretende encerrar negociações com os Estados Unidos.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com baixa de 1,89%, a US$ 4.506,30 por onça-troy.



Já a prata para julho caiu 0,82%, a US$ 75,254 por onça-troy.

O que movimentou o ouro?

O ouro começou o mês de junho pressionado pela trpca de ataques entre Estados Unidos e Irã no fim de semana.

Mais cedo, o metal precioso chegou a cair para o patamar de US$ 4.400 por onça-troy com a notícia de que os iranianos suspenderam comunicações com os EUA, incluindo a troca de textos por meio de mediadores, em protesto contra avanços de Israel no Líbano, segundo a agência Tasnim.

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Do outro lado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou não ter confirmação de que o Irã realmente está suspendendo as negociações, mas disse não se importar, segundo a NBC.

Já no início da tarde, Trump reafirmou que as negociações com Teerã continuam em andamento, “em ritmo acelerado”, na rede social Truth.

As declarações controversas voltaram a impulsionar os preços do petróleo para o nível próximo de US$ 100 o barril e refeletiram na valorização do dólar ante moedas fortes (DXY) e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries – pressionando, por sua vez, o ouro.

Os analistas do Saxo Bank destacaram que o ouro ganha em momentos de “fraqueza econômica”, com temores inflacionários acompanhados por queda nos rendimentos e enfraquecimento do dólar, diferente do que acontece agora.

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Na avaliação do TD Securities, em um ambiente de preços de energia elevados, os fatores macroeconômicos que têm afetado os metais preciosos vão permanecer válidos.

Além disso, a consultoria aponta que o ouro apresenta desempenho inferior em comparação com outras commodities – como os metais básicos e até mesmo o petróleo –, em meio aos riscos de oferta.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

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