Ouro cai quase 2% com nova escalada de tensões no Oriente Médio
O ouro fechou a sessão desta segunda-feira (1º) em queda e voltou ao nível abaixo de US$ 4,5 mil por onça-troy na mínima intradia, em meio a relatos de que o Irã pretende encerrar negociações com os Estados Unidos.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com baixa de 1,89%, a US$ 4.506,30 por onça-troy.
Já a prata para julho caiu 0,82%, a US$ 75,254 por onça-troy.
O que movimentou o ouro?
O ouro começou o mês de junho pressionado pela trpca de ataques entre Estados Unidos e Irã no fim de semana.
Mais cedo, o metal precioso chegou a cair para o patamar de US$ 4.400 por onça-troy com a notícia de que os iranianos suspenderam comunicações com os EUA, incluindo a troca de textos por meio de mediadores, em protesto contra avanços de Israel no Líbano, segundo a agência Tasnim.
Do outro lado, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou não ter confirmação de que o Irã realmente está suspendendo as negociações, mas disse não se importar, segundo a NBC.
Já no início da tarde, Trump reafirmou que as negociações com Teerã continuam em andamento, “em ritmo acelerado”, na rede social Truth.
As declarações controversas voltaram a impulsionar os preços do petróleo para o nível próximo de US$ 100 o barril e refeletiram na valorização do dólar ante moedas fortes (DXY) e nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries – pressionando, por sua vez, o ouro.
Os analistas do Saxo Bank destacaram que o ouro ganha em momentos de “fraqueza econômica”, com temores inflacionários acompanhados por queda nos rendimentos e enfraquecimento do dólar, diferente do que acontece agora.
Na avaliação do TD Securities, em um ambiente de preços de energia elevados, os fatores macroeconômicos que têm afetado os metais preciosos vão permanecer válidos.
Além disso, a consultoria aponta que o ouro apresenta desempenho inferior em comparação com outras commodities – como os metais básicos e até mesmo o petróleo –, em meio aos riscos de oferta.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo