Estatais

Correios: Prejuízo salta 82% e chega a R$ 3,1 bilhões no 1T26

01 jun 2026, 15:45 - atualizado em 01 jun 2026, 15:45
Correios
Correios: Prejuízo salta 82% e chega a R$ 3,1 bilhões no 1T26 (Imagem: Lia de Paula/Agência Senado)

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre (1T26), uma alta de aproximadamente 82% em relação ao resultado negativo de R$ 1,7 bilhão apurado no mesmo período do ano passado.

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Segundo balanço divulgado pela estatal, apesar do número negativo, a companhia registrou lucro bruto de R$ 153,38 milhões, contra prejuízo bruto de R$ 61,29 milhões observado nos três primeiros meses de 2025.

As despesas gerais e administrativas, porém, somaram R$ 2,26 bilhões entre janeiro e março, ante R$ 1,22 bilhão observado um ano antes.

De acordo com os Correios, esse avanço foi impulsionado por reajustes salariais, pressões inflacionárias e revisão de provisões relacionadas a processos trabalhistas.

“A empresa vem enfrentando pressões relevantes sobre sua geração de caixa e resultados, decorrentes, principalmente, da redução das receitas em serviços postais tradicionais, do aumento dos custos operacionais influenciados por inflação, reajustes salariais e passivos judiciais, bem como da intensificação da concorrência em segmentos logísticos de maior rentabilidade”, afirmou a estatal.

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“Soma-se a esses fatores a necessidade de manutenção de estrutura operacional com elevada capilaridade, em decorrência da obrigação legal de prestação do serviço postal universal”, prosseguiu.

Plano de reestruturação

Em 2025, cabe lembrar, o prejuízo líquido dos Correios mais que triplicou, atingindo R$ 8,5 bilhões, ante R$ 2,6 bilhões no ano anterior.

Para reequilibrar as contas, a companhia tem tomado uma série de medidas, projetando, inclusive, chegar a um superávit no final de 2027.

Entre as iniciativas, está um plano de reestruturação baseado em três frentes: eficiência operacional, diversificação de receitas e recuperação da previsibilidade financeira.

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Implementado no fim do ano passado, o programa incluiu a quitação antecipada de empréstimos com custos elevados e a substituição dessas dívidas por uma nova operação de longo prazo.

Empréstimo de R$ 7 bilhões

No início de maio, uma reportagem publicada pelo Valor Econômico mostrou que a estatal negocia um empréstimo de R$ 7 bilhões, com garantia da União, ainda em 2026. O valor ficou abaixo dos R$ 8 bilhões inicialmente previstos no plano de reestruturação.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal, mais de 10 instituições financeiras foram consultadas e parte delas já demonstrou interesse em participar da negociação.

No fim de fevereiro, o governo federal autorizou uma nova captação de até R$ 8 bilhões para os Correios dentro do limite global anual de operações com garantia da União.

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Em 2025, a empresa já havia contratado R$ 12 bilhões junto a cinco bancos (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander).

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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