Carteira Recomendada

Empiricus aposta em IA e saúde: veja as novas escolhas para investir no exterior

01 jun 2026, 15:02 - atualizado em 01 jun 2026, 15:02
Ilustração com o logotipo da Nvidia e a bandeira chinesa feita em 27 de agosto de 2025. REUTERSDado Ruvic
(Imagem: REUTERS/Dado Ruvic)

Junho chega com novidades na carteira de ações internacionais recomendadas pela Empiricus. As indicações são formadas por Brazilian Depositary Receipts (BDRs ou certificados brasileiros de valores mobiliários ), que representam na B3 as ações de empresas listadas fora do Brasil.

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Neste mês, os analistas retiraram a Coinbase e a TSMC da carteira, substituindo por Amazon e Novo Nordisk. As boas notícias também vieram para Nvidia, que foi elevada do peso de 10% para 15%. Já a Berkshire Hathaway sofreu o efeito contrário, tendo seu peso rebaixado de 15% para 10%.

Segundo o relatório, as decisões foram tomadas após uma temporada de resultados nos Estados Unidos com números “extremamente positivos”, com crescimento de lucros significativos e destaque para as 7 Magníficas, com crescimento de mais de 60% na comparação anual.

Diante deste cenário, os analistas explicam que as saídas da Coinbase e da TSMC vieram por motivos distintos, mas com o objetivo comum de realocar capital para teses com “melhor relação risco-retorno”.

A Empiricus mantém uma visão construtiva para a Coinbase, ressaltando a relação da companhia com os criptoativos e o avanço regulatório nos Estados Unidos. Todavia, o mercado passa por um momento de maior aversão a risco, pressionando o volume de negociação dos criptoativos e afetando os resultados da empresa no curto prazo.

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Sobre a TSMC, o relatório indica que a companhia segue relevante no cenário global de chips, mas a retirada da carteira representou uma estratégia de apostar em outras teses que “podem capturar uma parcela maior da valorização no período”.

No caso da redução de exposição à Berkshire Hathaway, a justificativa da Empiricus segue a mesma lógica de “liberar espaço para as novas alocações e para o aumento de peso em nomes mais diretamente expostos ao ciclo de tecnologia e IA”, o que não significa uma visão negativa sobre a companhia.

Para a Empiricus, apesar de seguir relevante, a Berskshire não possui gatilhos de valorização no curto prazo, abrindo espaço para que outros papéis sejam priorizados. “Sendo assim, posição de 10% ainda manterá seu papel defensivo para a carteira”, afirmam os especialistas.

No caso da Nvidia, a posição é para o polo positivo, com aumento do peso na carteira, após os resultados atrativos reportados no trimestre. O relatório destacou que os números vieram acima das expectativas do mercado, e que está no centro da discussão sobre infraestrutura de IA.

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Já as novidades ficaram com o retorno da Amazon e a adição da Novo Nordisk, ainda que com uma exposição tímida, de 5% cada.

De acordo com os analistas, a Amazon trouxe resultados melhores do que o consenso do mercado, refletindo um crescimento de receita mais sólido na visão dos investidores. Sobre a postura mais conservadora, a Empiricus esclarece que trata-se de uma tentativa de diversificação da carteira, apostando nas Big Techs sem concentrar todas as apostas em “nomes mais puros em semicondutores e IA”.

Já a Novo Nordisk entra na carteira mesmo após a desvalorização do papel nos últimos 12 meses, já que a projeção mais positiva indica um bom momento de entrada para investimentos, segundo os analistas. A demanda forte pelos comprimidos de Wegovy ajuda a sustentar a decisão.

Veja a carteira completa de BDRs da Empiricus para junho:

EmpresaBDR | AçãoPeso
MicrosoftMSFT3415%
NvidiaNVDC3415%
Berkshire HathawayBERK3410%
BaiduBIDU3410%
Meta PlatformsM1TA3410%
SLBSLBG3410%
UberU1BE3410%
VisaVISA3410%
AmazonAMZO345%
Novo Nordisk N1O345%

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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