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BlackRock despacha ações da Usiminas (USIM5)

14 jul 2026, 9:44
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(Imagem: REUTERS/Alexandre Mota)

A gestora BlackRock reduziu a participação acionária que detém na Usiminas (USIM5), mostra comunicado enviado ao mercado pela mineradora nesta terça-feira (14).

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As participações societárias detidas pela BlackRock passaram a ser de 26.609.040 ações preferenciais e 34.399 ADRs, totalizando 26.643.439 ações, representando aproximadamente 4,864% do total de ações preferenciais.

Além disso, a gestora possui 1.602.682 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações preferenciais com liquidação financeira, representando aproximadamente 3,943% do total de ações preferenciais.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia. A BlackRock não detém debêntures conversíveis em ações emitidas pela companhia”, esclarece a gestora.

A BlackRock diz ainda que não houve quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários emitidos pela Usiminas.

Usiminas perde R$ 4 bilhões na bolsa em 1 mês

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A Usiminas foi o grande destaque do primeiro semestre. Após disparar mais de 70%, a ação liderou as altas do período no Ibovespa. Mas, desde então, perdeu fôlego e acumula queda de 30% desde a máxima registrada em 2 de junho. Segundo dados da Elos Ayta, a empresa perdeu R$ 4 bilhões em valor de mercado nesse período.

Não por acaso, o mercado parece ter percebido que o melhor ficou para trás, enquanto o segundo semestre deve ser mais complicado para a siderúrgica. Pelo menos na visão do Bradesco BBI.

Em relatório, os analistas cortaram o preço-alvo de R$ 10 para R$ 8,50. Ou seja, não veem potencial de alta para a ação, que negocia justamente nesse patamar. A recomendação segue neutra.

Para os analistas, a divisão de aço será a grande pedra no sapato. A expectativa é de preços menores para os aços planos no mercado aqui no Brasil, em meio ao aumento das importações indiretas e à queda da demanda.

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Ao mesmo tempo, a companhia enfrenta pressão de custos, especialmente com placas de aço e carvão metalúrgico.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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