Radar do mercado

Bolsonaro contesta resultado das eleições e investidores avaliam o que fazer com ações da Petrobras (PETR4)

23 nov 2022, 8:40 - atualizado em 23 nov 2022, 9:28
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Segundo levantamento feito pelo partido de Bolsonaro, o atual presidente teria vencido as eleições com 51% dos votos (Imagem: TSE/ Abdias Pinheiro)

O pedido de anulação do resultado das eleições 2022 pelo partido de Jair Bolsonaro (PL), atual presidente da República, que alegou “mau funcionamento” das urnas eletrônicas no segundo turno é um dos destaques do dia. Investidores também avaliam o futuro da Petrobras (PETR4) e da Oi (OIBR3).

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O Partido Liberal apresentou nesta terça-feira (22) uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O pedido se baseia em um relatório produzido pelo Instituto Voto Legal à pedido do PL sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e o processo de contabilização e apuração dos votos.

O documento estaria “apontando inconsistências graves e insanáveis acerca do funcionamento de uma parte das urnas eletrônicas utilizadas no pleito eleitoral de 2022, que precisam ser devidamente analisadas e solucionadas, com as consequências devidas, por essa Corte Superior Eleitoral”.

O problema teria ocorrido em 279.336 urnas, cerca de 59% dos equipamentos utilizados na eleição, e que, segundo levantamento também feito pela auditoria, teriam dado vitória à Lula com 53% dos votos. Já no restante das urnas, segundo o levantamento feito pelo partido de Bolsonaro, o atual presidente teria vencido com 51% dos votos.

O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, determinou nesta terça-feira que a coligação de Bolsonaro apresente em 24 horas uma auditoria referente aos dois turnos da eleição, sob pena de indeferimento da ação apresentada mais cedo.

  • O que fazer com as ações da Petrobras (PETR4)? Por um lado, a petroleira tende a se beneficiar da conjuntura macroeconômica que favorece a alta de commodities, como o petróleo. Por outro, é uma estatal que está à mercê de decisões políticas. Acesse o ‘veredito final’ sobre PETR4 neste relatório gratuito: [DEVO COMPRAR OU VENDER PETROBRAS?]

Indefinição persiste

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A falta de decisões em relação ao texto da PEC da Transição voltou a preocupar os investidores nesta semana.

“Em síntese, acho que a falta de consenso sobre a PEC da Transição fez o mercado recompor posições defensivas que havia desfeito na véspera”, explicou Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital, à Reuters.

Integrantes da equipe de transição e encarregados da negociação com o Congresso estimam estar próximos de fechar um texto de consenso para a PEC, que já poderia iniciar sua tramitação ainda nesta semana, possivelmente na quarta-feira.

Comprar ou vender?

Os investidores ainda seguem avaliando o desempenho da Petrobras (PETR4) e qual pode ser o futuro da maior petroleira do país.

O UBS BB rebaixou de compra para venda a recomendação para as ações da Petrobras, promovendo um corte drástico no preço-alvo para os papéis: de R$ 47 para R$ 22 – o que implica um potencial de queda de cerca de 17%.

A unidade brasileira do banco suíço disse, em relatório assinado por Luiz Carvalho e equipe, que o rebaixamento é apoiado em um maior pessimismo quanto ao preço dos combustíveis, aos investimentos e despesas gerais.

Segundo a equipe de analistas do Itaú BBA, a implementação de uma política de preços de paridade internacional pela Petrobras (PETR3;PETR4) representa uma “reviravolta inquestionável” na rentabilidade do segmento de downstream (transporte, comercialização e refino) da estatal.

O Itaú BBA espera que os papéis da Petrobras tenham um desempenho em linha com a média do mercado (market perform). A corretora aguarda uma visão mais clara do histórico de investimentos da estatal, principalmente no que diz respeito às diretrizes de política de precificação e alocação de capital.

OIBR3

Os papéis da Oi (OIBR3; OIBR4) também seguem no radar do mercado. Nesta semana, a empresa obteve importante vitória, com o Ministério Público reiterando o pedido para que a recuperação judicial da empresa seja encerrada.

O MP avaliou que foram cumpridas as obrigações nos dois primeiros anos do plano de recuperação, na contramão da manifestação dos credores Caixa, Banco do Brasil (BBAS3) e Itaú (ITUB4).

Isso bastou para que ação disparasse 22% no acumulado da semana.

*Colaborou Diana Cheng, Giovana Leal, Matheus Caselato e Renan Dantas, com informações da Agência Reuters

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Jornalista formada pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e repórter no portal Money Times, com passagem pela redação da Forbes Brasil. Atualmente escreve e acompanha notícias sobre economia, empresas e finanças.
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