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Braskem (BRKM5) ainda é ‘alto risco’ e potencial da ação aumentou, diz Citi; entenda

26 maio 2026, 16:14 - atualizado em 26 maio 2026, 16:15
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(Imagem: Instagram/Braskem)

O Citi elevou o preço-alvo das ações da Braskem (BRKM5) de R$ 10 para R$ 14, mas manteve recomendação neutra e classificação de alto risco para os papéis da petroquímica.

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Segundo o banco, a revisão ocorreu após a atualização do modelo da companhia com os dados operacionais do primeiro trimestre de 2026, além de novas estimativas macroeconômicas e de spreads petroquímicos.

O banco afirmou que a elevação do preço-alvo reflete principalmente uma projeção maior de EBITDA para 2026, sobretudo no segundo trimestre, diante da recente alta dos preços e spreads petroquímicos.

No próximo balanço, a Braskem deve apresentar um EBITDA ajustado de R$ 4,3 bilhões, com margem de 17,7%, nas contas do Citi.

Na avaliação dos analistas dos banco, os mercados globais de petroquímicos vivem um período de forte volatilidade após os aumentos registrados em março e abril, impulsionados pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos impactos nas cadeias de suprimento.

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Apesar disso, o banco afirmou que o mercado começa a voltar as atenções para sinais de fraqueza da demanda.

Estrutura de capital

O Citi disse continuar cético em relação à estrutura de capital da Braskem, diante de preocupações com o pagamento de dívidas da companhia, incluindo um desembolso de US$ 1 bilhão previsto para o quarto trimestre de 2026 relacionado à linha standby.

Além disso, o Citi afirmou que a possibilidade de uma recuperação judicial segue sustentando sua visão cautelosa para a ação.

Ainda assim, o banco afirmou esperar uma geração recorrente de fluxo de caixa livre ligeiramente positiva em 2026, apoiada por uma projeção de EBITDA próxima de US$ 2 bilhões.

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O que pode mudar a visão do Citi sobre Braskem

Segundo o Citi, alguns fatores podem levar o banco a revisar sua visão sobre as ações da Braskem.

O banco citou como possíveis catalisadores um acordo para ajuste da estrutura de capital, com eventual adiamento de pagamentos de dívida, melhores condições comerciais para compra de matéria-prima e aumento da utilização das plantas, além de uma possível extensão do conflito no Oriente Médio, o que poderia elevar os spreads petroquímicos acima do cenário-base considerado atualmente pelo Citi.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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