BTG (BPAC11) entrega mais um resultado de encher os olhos; ação chega a subir mais de 3%
O BTG Pactual (BPAC11) começou 2026 com o pé direito ao entregar lucro líquido de R$ 4,8 bilhões, 5% acima do consenso da Bloomberg. Mais um vez, o banco mostrou que tem ‘casca grossa’ para atravessar o espinhoso cenário econômico tanto no Brasil quanto lá fora, em meio à guerra do Irã.
Na bolsa, os papéis reagiam. A ação chegou a disparar 3,61%, mas diminuiu os ganhos. Por volta das 11h32, virou para queda de 0,48%.
Além do lucro, o banco viu o seu ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) chegar a 26,6%. Apesar de queda em relação aos 27% do quarto trimestre, o número está dentro da projeção do BTG, que espera encerrar o ano com retorno acima de 25%.
Os resultados representam aproximadamente 25% das estimativas do UBS BB para o ano.
Para o JPMorgan, foi um bom trimestre, considerando que as expectativas eram baixas devido às condições macroeconômicas. Por outro lado, o lucro antes de imposto ficou dentro do esperado.
Para o banco, o resultado positivo foi impulsionado principalmente pela redução dos impostos, que permaneceram em 20%, apesar da consolidação do Banco Pan no segmento de banco de varejo, que deve gerar um aumento marginal nos impostos.
“Ainda assim, é difícil reclamar do crescimento de receita de 34% em relação ao ano anterior”, destaca. Não para por aí, porém. O JPMorgan lista ainda mais dois pontos positivos para o BTG. São eles:
- crescimento de 65% na receita do Banco de Investimento em relação ao ano anterior, atingindo R$ 628 milhões;
- o segmento de serviços bancários ao consumidor também superou as expectativas em 16%, impulsionado pelo crédito, que cresceu 17%.
- a gestão de patrimônio apresentou um desempenho 4% melhor, com um bom saldo líquido de R$ 35 bilhões, embora a gestão de patrimônio tenha apresentado um crescimento mais limitado neste trimestre
Os analistas também observam outro trimestre positivo para os resultados alocados em outras subsidiárias do banco (Nacional, Besa, Sistema) em cerca de R$ 1,5 bilhão, contra cerca de R$ 1,6 bilhão no trimestre anterior.
Ponto de atenção do BTG
Mas nem tudo foi bem recebido pelos analistas. O Safra diz que as despesas operacionais foram uma surpresa negativa.
A linha somou R$ 4,2 bilhões, aumento de 1,8% em relação ao trimestre anterior e de 25,5% na comparação anual.
“Por esse motivo, esperamos que o mercado dê mais atenção ao resultado acima do esperado da receita”
Seja como for, o Safra diz que o resultado foi robusto e coloca de volta em jogo a meta de lucro líquido de mais de R$ 20 bilhões em 2026, o que pode ser um gatilho para as ações.
Os analistas possuem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 71, potencial de alta de 21%. Já o JPMorgan refirmou a recomendação de neutralidade.