Simpar (SIMH3) recua 3% após aumento de capital; Movida (MOVI3) acompanha queda
As ações da Simpar (SIMH3) figuram entre as maiores quedas da B3 após a homologação do aumento de capital da companhia. Além disso, o dia é de baixa para o Ibovespa e de alta dos juros futuros.
Por volta de 12h (horário de Brasília), SIMH3 caía 3,43%, a R$ 10,15.
Segundo a companhia, a homologação do aumento de capital atingiu 88,21% da subscrição máxima. O aumento de capital da Simpar totalizou R$ 1,76 bilhão, com emissão de 156.961.534 novas ações da holding a R$ 11,24 por papel.
A operação também foi homologada pela controlada Movida (MOVI3), com 100% da subscrição máxima. No caso da companhia, o aumento de capital integralmente subscrito totalizou R$ 750 milhões, mediante a emissão de 63.993.175 novas ações, R$ 11,72 por papel.
Em reação, a subsidiária Movida (MOVI3) acompanha as perdas, com baixa de 5,88%, a R$ 11,05 no mesmo horário.
Com a homologação, o BNDES Participações (BNDESPar) alcançou 10% de participação na Simpar e de 5,95% na Movida.
De acordo com o comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgado mais cedo, a BNDESPar subscreveu cerca de 58,3 milhões de ações ordinárias da Simpar.
A companhia já havia se comprometido em subscrever cerca de 53,3 milhões de papéis, o que equivale a R$ 600 milhões aproximadamente, no período de preferência.
Balanço do 1T26
Os resultados do primeiro trimestre (1T26) da Simpar continuam no radar.
Na noite de quinta-feira (7), a companhia reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 179,6 milhões no 1T26, em comparação com prejuízo de R$ 51 milhões no mesmo período do ano passado.
A companhia apurou um resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 3,22 bilhões, avanço de 14,3% ano a ano.
A receita líquida do período cresceu 6,1%, para cerca de R$11,08 bilhões, segundo o balanço.
Já a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda ficou em 2,8 vezes ante 3,6 vezes um ano antes, a menor dos últimos 15 anos da companhia.
- CONFIRA OS NÚMEROS: Simpar (SIMH3) vê prejuízo aumentar no 1T26, mas reduz alavancagem
Na avaliação do BB Investimentos, a Simpar apresentou resultados mistos, com destaque positivo para o desempenho operacional da maior parte das investidas, em especial a Movida, porém negativo para o resultado financeiro ainda pressionado.
A casa reafirmou a recomendação neutra para SIMH3, com preço-alvo de R$ 13 no fim de 2026 – o que implica em um potencial de valorização de % sobre o fechamento anterior.
O Itaú BBA considerou que os resultados da holding reforçaram a narrativa de desalavancagem.
A avaliação também foi compartilhada pelo Santander. “O balanço presentou fortalecimento sequencial com desalavancagem relevante”, escreveram os analistas Lucas Barbosa, Gabriel Tinem e Victor Tani, em relatório.
O banco tem recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 22 no fim de 2026 – o que representa em um potencial de valorização de % sobre o fechamento anterior.