BTG Pactual/Nexus: para 73%, governo federal agiu certo em acabar com ‘taxa das blusinhas’
Para 73% dos entrevistados pela pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (25), o governo federal agiu certo em acabar com a cobrança da tarifa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. A medida, em vigor desde 2024, foi encerrada em 12 de maio e é mais uma aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral pelo quarto mandato.
Outros 15% avaliaram que o governo agiu errado em acabar com o tributo e 12% não souberam ou não responderam. Entre os que responderam a pesquisa houve uma divisão: 50% fizeram e 50% não fizeram compras internacionais nos últimos 12 meses.
Entre os que declararam que o governo agiu certo em acabar com “taxa das blusinhas”, 53% informaram voto em Lula e 39% em Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno entre ambos. Entre os que entendem que a medida foi errada, Lula obteve 31% e Flávio Bolsonaro, 60%.
Para 53%, as compras internacionais seguirão sendo feitas do mesmo jeito, independente do fim da “taxa das blusinhas”. Outros 12% declararam que irão comprar mais, 16% voltarão a comprar os produtos que tinham deixado de adquirir após a criação da taxa e 20% não souberam ou não responderam.
Desenrola 2.0
Outra medida com possíveis dividendos eleitorais para Lula, o Desenrola 2.0 – programa de refinanciamento de dívidas lançado em 4 de maio – se tornou conhecido por 73% dos entrevistados. A pesquisa apontou que 38% dos entrevistados informaram não possuir dívidas, 36% informaram que têm dívidas e/ou compromissos financeiros sem atraso e 25% relataram endividamento com mais de 30 dias de atraso nos vencimentos.
Entre os que declaram possuir algum tipo de dívida 6% informaram terem renegociado dentro do programa e 30% pretendem aderir ao Desenrola 2.0. Outros 58% informaram que não renegociaram e nem pretendem renegociar dívidas.
Metodologia
A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.045 pessoas entre sexta-feira (22) e domingo (24) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-04193/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).