Economia

BTG Pactual/Nexus: para 73%, governo federal agiu certo em acabar com ‘taxa das blusinhas’

25 maio 2026, 8:00 - atualizado em 25 maio 2026, 8:00
taxação das blusinhas
Para 73%, fim da 'taxa das blusinhas' foi decisão acertada (Imagem: Proxima Studio/Canva Pro)

Para 73% dos entrevistados pela pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (25), o governo federal agiu certo em acabar com a cobrança da tarifa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”. A medida, em vigor desde 2024, foi encerrada em 12 de maio e é mais uma aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral pelo quarto mandato.

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Outros 15% avaliaram que o governo agiu errado em acabar com o tributo e 12% não souberam ou não responderam. Entre os que responderam a pesquisa houve uma divisão: 50% fizeram e 50% não fizeram compras internacionais nos últimos 12 meses.

Entre os que declararam que o governo agiu certo em acabar com “taxa das blusinhas”, 53% informaram voto em Lula e 39% em Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno entre ambos. Entre os que entendem que a medida foi errada, Lula obteve 31% e Flávio Bolsonaro, 60%.

Para 53%, as compras internacionais seguirão sendo feitas do mesmo jeito, independente do fim da “taxa das blusinhas”. Outros 12% declararam que irão comprar mais, 16% voltarão a comprar os produtos que tinham deixado de adquirir após a criação da taxa e 20% não souberam ou não responderam.

Desenrola 2.0

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Outra medida com possíveis dividendos eleitorais para Lula, o Desenrola 2.0 programa de refinanciamento de dívidas lançado em 4 de maio – se tornou conhecido por 73% dos entrevistados. A pesquisa apontou que 38% dos entrevistados informaram não possuir dívidas, 36% informaram que têm dívidas e/ou compromissos financeiros sem atraso e 25% relataram endividamento com mais de 30 dias de atraso nos vencimentos.

Entre os que declaram possuir algum tipo de dívida 6% informaram terem renegociado dentro do programa e 30% pretendem aderir ao Desenrola 2.0. Outros 58% informaram que não renegociaram e nem pretendem renegociar dívidas.

Metodologia

A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.045 pessoas entre sexta-feira (22) e domingo (24) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-04193/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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