Carteira recomendada: 16 fundos imobiliários para investir em maio, segundo a Rico
A Rico realizou ajustes em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para maio, em relatório divulgado nesta segunda-feira (04).
Por um lado, a corretora reduziu a exposição no Mauá Capital Recebíveis (MCCI11), Capitânia Securities (CPTS11), RBR High Grade (RBRR11), XP Crédito Imobiliário (XPCI11) e Pátria Crédito Imobiliário (PCIP11).
Por outro, ampliou a alocação no Kinea Rendimentos (KNCR11) e iniciou posição em Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) e Hedge Brasil Shopping (HGBS11).
O movimento reflete um ajuste tático na parcela de fundos de papel, diante do processo de consolidação do RBR High Grade (RBRR11) pelo Pátria Crédito Imobiliário (PCIP11). A casa reforça a exposição a fundos com perfil mais defensivo, em meio às tensões no Oriente Médio e possíveis impactos sobre a inflação global.
Índice de Fundos Imobiliários (IFIX)
O Índice de Fundos Imobiliários (IFIX) encerrou abril com alta de 1,53%, apesar de um ambiente mais turbulento.
“Nesse contexto, os fundos imobiliários continuam se destacando como beneficiários relativos em um cenário de elevada volatilidade dos mercados, em função de sua menor correlação com as principais classes de ativos globais e da baixa dependência de fluxos de investidores estrangeiros”, explica o relatório.
Fundos de papel e fundos de tijolo
Os fundos de papel continuam em evidência.
Embora aqueles atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI) possam sofrer leve compressão nos rendimentos após a recente queda da Selic — de 14,75% para 14,50%, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em 24 de abril —, a corretora avalia que os retornos ainda devem permanecer atrativos.
Isso porque a taxa básica segue em patamar elevado, além da expectativa de uma Selic terminal acima do inicialmente projetado para 2026, o que tende a sustentar os preços das cotas.
Enquanto isso, para os fundos de tijolo, o cenário segue mais equilibrado no curto prazo.
Um ritmo mais gradual de cortes de juros pode adiar uma reprecificação mais relevante do setor. No entanto, a postura cautelosa do Banco Central fortalece a credibilidade da política monetária.
Esse movimento pode contribuir para a queda das taxas futuras de médio e longo prazo, especialmente em um cenário de arrefecimento das tensões geopolíticas — o que tende a beneficiar os FIIs mais sensíveis aos juros.
Desempenho da carteira
Em março, a Carteira Fundamentalista da Rico avançou 1,64%, superando o IFIX, que recuou 1,53% no período.
O portfólio entregou um dividend yield médio mensal de 0,93% — indicador que mede o retorno em dividendos em relação ao preço da ação adquirida 12 meses atrás — equivalente a 11,12% ao ano.
Fundos imobiliários recomendados para maio
| Ativo | Ticker | Peso |
|---|---|---|
| Mauá Capital Recebíveis | MCCI11 | 10,0% |
| RBR High Grade | RBRR11 | 7,0% |
| Kinea Rendimentos | KNCR11 | 11,0% |
| XP Crédito Imobiliário | XPCI11 | 8,5% |
| Pátria Crédito Imobiliário IP | PCIP11 | 4,5% |
| Kinea Renda Imobiliária | KNRI11 | 1,5% |
| Capitânia Securities | CPTS11 | 9,0% |
| BTG Logística | BTLG11 | 4,5% |
| VBI Logística | LVBI11 | 6,0% |
| Bresco Logística | BRCO11 | 4,0% |
| XP Log | XPLG11 | 4,5% |
| VBI Prime Offices | PVBI11 | 7,0% |
| HSI Malls | HSML11 | 2,0% |
| XP Malls | XPML11 | 10,5% |
| Hedge Brasil Shopping | HGBS11 | 1,0% |
| RBR Alpha | RBRX11 | 9,0% |
*Com supervisão de