Comprar ou vender?

Este bancão cai demais — e agora pode disparar 66% e encostar nas máximas, segundo UBS BB

04 maio 2026, 12:19 - atualizado em 04 maio 2026, 12:27
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(Imagem: iStock)

O Santander (SANB11) parecia que estava prestes a entregar mais resultados e, enfim, deslanchar na bolsa. Em janeiro, o papel chegou a bater em R$ 37. Porém, desde então, a ação acumula queda de 22%. Além da própria queda do Ibovespa, que vive momentos de incerteza em meio aos juros mais altos e à guerra do Irã, o banco também não fez a sua parte, com um primeiro trimestre considerado fraco.

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Seja como for, o UBS BB segue confiante com o papel. Os analistas elevaram o preço-alvo de R$ 47 para R$ 48, o maior patamar desde 2020 e o que abre potencial de alta de 66% em relação à atual cotação. A recomendação é de compra.

Mesmo com o otimismo, o banco diz que o resultado foi fraco. Os analistas afirmam que a maioria das tendências operacionais foi negativa: contração da carteira de empréstimos e das margens de clientes, tarifas abaixo do esperado e menor posição de capital.

Na outra ponta, a qualidade dos ativos foi melhor do que o previsto, embora tenha apresentado deterioração sequencial em quase todos os indicadores.

Com os números em mãos, o UBS BB atualizou os modelos e diminuiu as estimativas em 3%, em média, entre 2026 e 2028.

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Segundo os analistas, a revisão para baixo em 2026 deveu-se principalmente a uma recuperação maior do que a prevista na alíquota efetiva de imposto (que atingiu 15% no 1T26 contra 2,5% no 4T25), o que compensou parcialmente a notável recuperação da margem em linha com o mercado.

O próprio CEO, Mario Leão, que deixará o cargo no próximo trimestre, disse que pagou mais impostos, mas que isso não necessariamente é ruim. “Sendo prático, pagar imposto é bom sinal, é sinal de que eu estou oferecendo mais, eu estou gerando mais atividade orgânica, e com isso o lucro acaba caindo”.

Nos cálculos dos analistas, o Santander lucrará R$ 17,1 bilhões em 2026 e R$ 19,5 bilhões em 2027, com ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 17,0% e 17,8%, respectivamente.

Santander: Melhora em outros itens

Mas não é só o lucro que deve melhorar. Para o UBS BB, a margem com o mercado, por exemplo, deverá ser negativa em R$ 921 milhões, contra os -R$ 3,5 bilhões de 2025.

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No primeiro trimestre, a margem já apresentou uma recuperação significativa, mas, segundo o UBS BB, ainda em níveis elevados (R$ -771 milhões no 1T26 vs. R$ -1,5 bilhão no 4T25).

A cifra no negativo tem um vilão: a alta da Selic. Por exemplo, em 2020-21, quando a taxa Selic estava em um dígito baixo, o banco registrou margens de mercado de cerca de R$ 9 bilhões/ano, em média, enquanto esse valor se transformou em prejuízo quando o juro saltou para dois dígitos em 2022.

Além disso, os analistas dizem que o Santander melhorou gradualmente seu índice de eficiência ao longo de 2025. O banco encerrou o ano em 50,6%, contra 53,5% do pico de 2023.

Durante o trimestre, o banco reduziu o número de agências em 4% (fechou 63 no primeiro trimestre de 2026 e 579 em 2025), o que foi um fator importante para a redução de despesas.

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Anteriormente, a administração já havia informado que continuaria investindo em tecnologia, mas acredita que as despesas operacionais totais poderiam permanecer estáveis nominalmente.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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