Ásia

China deve atingir sua meta populacional máxima até 2023; seis anos antes do esperado

03 maio 2019, 1:35 - atualizado em 03 maio 2019, 2:01
População do gigante asiático está quase batendo 1,442 bilhões e políticas públicas devem ser implementadas para evitar o aumento de idosos (Pixabay)

A China deve atingir sua meta populacional máxima (1,442 bilhão de habitantes) até 2023, seis anos antes de 2029, período estipulado pelas próprias autoridades chinesas, revelou nesta sexta-feira (3) um estudo realizado pela empresa de dados online Global Demographics e pela empresa de análise Complete Intelligence, citado pela rede americana CNBC.

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Isso significa que o país mais populoso do mundo deverá, mais cedo do que o planejado, estabelecer o controle populacional e elaborar políticas para tentar lidar com uma força de trabalho em declínio e uma população em rápido envelhecimento. Estima-se que, atualmente, a população da China totalize 1,419 bilhão de pessoas ou 18,41% do total mundial, segundo dados em tempo real do Worldometers.

“O que vemos é que a taxa de crescimento populacional desacelerou rapidamente”, disse Tony Nash, diretor-executivo e fundador da Complete Intelligence, em entrevista à CNBC. “As pessoas esperavam que a meta populacional na China fosse atingida em apenas uma década, ou aproximadamente 2029, e que um declínio começasse em 2030, quando, na verdade, este acontecimento está aí, virando a esquina, já em 2023”, explicou.

O declínio nos nascimentos foi impulsionado por um “precipício da maternidade”, de acordo com o relatório. O número de mulheres em idade fértil na China – definida entre 15 e 49 anos pelos editores – deverá cair de 346 milhões em 2018 para 318 milhões em 2023.

Com menos mulheres em idade fértil e menos nascimentos por 1.000 mulheres, o número total de recém-nascidos também cairá. O estudo prevê que 13,3 milhões de bebês nascerão em 2023, abaixo dos 15,2 milhões do ano passado.

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A China começou a flexibilizar sua ‘Política de Filho Único’ no final de 2013 e, embora essas mudanças inicialmente tenham produzido um aumento nos nascimentos, o efeito pode ter passado despercebido.  Ou seja, os autores do relatório afirmaram que as mães chinesas não estão mais entregando a “demanda reprimida” por crianças desde que a política foi levantada para combater os problemas do envelhecimento no país.

O número de nascimentos por 1.000 mulheres aumentou de 45,6 em 2015 para 49,9 em 2016, ano em que todos os casais chineses tiveram dois filhos. Em 2018, o número caiu drasticamente para 43,9. O total de nascimentos diminuiu 12% de 2017 para 2018.

“A China estabilizou sua população total com sucesso”, disse Clint Laurent, fundador da Global Demographics, em um comunicado à imprensa. “Mas atrasar o relaxamento da ‘Política de Um Filho’ significa que, a partir de agora, faltarão mulheres grávidas no gigante asiático”.

De acordo com as previsões anteriores, a população idosa da China deveria chegar a 400 milhões até o final de 2035, em comparação a cerca de 240 milhões no ano passado.

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