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Taxas de DIs têm alta com Treasuries e risco ‘Flávio’

19 maio 2026, 18:12 - atualizado em 19 maio 2026, 18:18
Juros Futuros
(Imagens: iStock/Andrii Yalanskyi)

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta terça-feira (19) em alta com a escalada dos juros nos Estados Unidos em meio às incertezas sobre o Oriente Médio e cautela sobre os possíveis impactos do conflito na inflação e na política monetária.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, ficou praticamente estável e fechou a 14,140% ante 14,135% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,115% ante 13,995% do fechamento anterior, ganho de 12 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,315% ante 14,180% do fechamento da última segunda-feira (18), avanço de 13 pontos-base.

Já nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, renovaram máximas.

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O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,112% ante 4,090% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subiu a 4,663%, ante 4,623% do fechamento anterior. Durante a sessão, o Treasury de 10 anos atingiu 4,687%, o maior nível desde janeiro de 2025.

O rendimento do título de 30 anos, referência para o mercado de hipotecas local, atingiu 5,198% pela manhã, alta de 6 pontos-base em relação ao fechamento anterior, no maior nível desde 2007. O Treasury de 30 anos terminou as negociações a 5,178%.

O que mexeu com os DIs hoje?

As incertezas geopolíticas sustentaram os preços do petróleo Brent acima de US$ 100 e aumentaram as preocupações dos investidores com choques inflacionários e elevaram a perspectiva de juros elevados por mais tempo nas principais economias do mundo.

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Nos Estados Unidos, por exemplo, os agentes financeiros já precificama retomada do aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) a partir de dezembro deste ano.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 59,2% de chance de o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevar os juros na última decisão de 2026.

As apostas se dividem em 41,6% de chance de alta de 25 pontos-base, 15,1% de uma elevação de 50 pontos-base e 2,3% de acréscimo de 75 pontos-base. Hoje os juros dos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Por aqui, a proximidade do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro continuou a repercutir no mercado doméstico.

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Pela manhã, a AtlasIntel/Bloomberg, primeira pesquisa eleitoral após o vazamento do áudio entre a Flávio Bolsonaro e Vorcaro, mostrou uma queda de 6 pontos percentuais na intenção de votos ao filho de Jair Bolsonaro.

Segundo o levantamento, Flávio tem 41,8%, contra 47,8% na pesquisa de abril e 47,6% na de março. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente, em diferentes cenários de primeiro turno e retomou a liderança com folga também no segundo turno contra o senador do PL. O petista tem 48,9% no segundo turno, ante 46,6% em março e 47,5% em abril.

A rejeição de Flávio também superou a do presidente Lula pela primeira vez, de 52% contra 50,6% do candidato à reeleição.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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