Tesouro Direto

Tesouro Direto permanece fechado com alta volatilidade das taxas após eleição de Lula; juros futuros disparam para 15%

26 out 2026, 11:03 - atualizado em 26 out 2026, 11:07
tesouro direto
(Imagem: Brenda Rocha/Blossom/Shutterstock)

O Tesouro Direto permanece fechado nesta segunda-feira (26), devido à alta volatilidade das taxas de juros no mercado após a vitória do presidente Lula nas eleições 2026.

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Apenas a negociação dos títulos Tesouro Selic e Tesouro Reserva permanece liberada. O site do programa informa que “a expectativa é de normalização ao longo do dia.”

Os juros futuros (DIs futuros) disparam nesta segunda-feira, devolvendo a queda vista após o primeiro turno das eleições, ante a expectativa frustrada de eleição do senador Flávio Bolsonaro, visto como um candidato mais afeito a um ajuste fiscal.

Os DIs longos, de 2029 em diante, avançam mais de 20%, para perto de 15% ao ano. Com isso, a perspectiva é de que as taxas prefixadas e indexadas à inflação dos títulos do Tesouro Direto também aumentem tão logo sejam atualizadas.

Tesouro Nacional cancelou leilões tradicionais de títulos públicos hoje

O Tesouro Nacional anunciou mais cedo o cancelamento dos leilões tradicionais de títulos públicos indexados à inflação e prefixados, previstos para terça-feira (27) e quinta-feira (29), respectivamente.

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Apesar disso, o Tesouro manteve o leilão de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), papéis remunerados pela taxa Selic, previsto para terça-feira.

As condições da operação serão divulgadas no site do Tesouro Nacional, seguindo as mesmas regras dos leilões ordinários.

“O Tesouro Nacional continuará monitorando as condições de mercado e atuará de forma a assegurar o bom funcionamento do mercado de títulos públicos e de outros ativos relacionados”, informou o órgão em comunicado.

Em momentos de maior volatilidade, investidores podem exigir taxas mais elevadas para financiar o governo, aumentando o custo de emissão de novos títulos públicos.

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O cancelamento das ofertas permite ao Tesouro evitar a contratação de dívida prefixada ou indexada à inflação nas condições de mercado dessas datas.

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Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

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