Cotações por TradingView
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Com alta de preço do bitcoin, atualização Ethereum 2.0 está cada vez mais próxima

28/10/2020 - 14:20
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Conforme o preço do bitcoin atinge níveis nunca antes vistos desde janeiro de 2018, uma análise de três principais direcionadores de preço mostra que todos os três são tendências macro a longo prazo, apoiando a narrativa de uma tendência positiva e estável (Imagem: Freepik/wirestock)

O que está direcionando o preço do bitcoin?

Neste artigo, apresentamos o terceiro de três fatores que podem ser a força motriz por trás dos preços no setor de criptoativos a curto prazo. Cobrem amplas narrativas tradicionais de regulamentação, condições externas de mercado e novas tecnologias.

Bitcoin atrai grandes compradores e preço dispara

3. O Trilema do Blockchain foi solucionado? Ethereum se prepara para escalar

O “Trilema do Blockchain”, termo cunhado pelo criador da Ethereum Vitalik Buterin, se refere aos três desafios que desenvolvedores enfrentam ao criar um blockchain: escalabilidade, descentralização e segurança — sem comprometer qualquer uma desses aspectos.

Em 2020, a própria Ethereum, o maior e mais popular blockchain para desenvolvedores de aplicações descentralizadas (dapps) e aplicadores de contratos autônomos, esteve presa no Trilema.

Neste momento, a promessa da Ethereum — de ser uma internet Web 3.0 (ou descentralizada) que seja segura, fácil de usar e vinculada por uma série de protocolos econômicos, além de utilizada por bilhões — continua sendo apenas uma promessa.

A experiência de usuário se deteriora cada vez mais quando a plataforma passa por aumentos de popularidade — assim como a febre dos tokens não fungíveis (NFTs) CryptoKitties em 2017 e da gigante expansão do setor de finanças descentralizadas (DeFi) este ano.

Ethereum pode ser segura e descentralizada graças a um modelo de consenso proof-of-work (PoW) de alta taxa de hashes, mas a rede falhou em escalar durante períodos de maior demanda transacional.

Em uma publicação em 2018, Buterin disse:

A escalabilidade de blockchain é difícil, principalmente porque o design de um blockchain comum exige que cada nó da rede processe cada transação, o que reduz a capacidade de processamento de transações do sistema como um todo à capacidade de um único nó.

A Ethereum tem uma capacidade de 15 transações por segundo (TPS). Quando esse limite é atingido, transações ficam acumuladas e a rede fica congestionada.

Desenvolvedores da Ethereum buscam por formas de evitar o trilema, pois questões de escalabilidade começaram a surgir na rede.

Na mesma publicação, Buterin sugeriu duas formas de atingir a escalabilidade da Ethereum: “sharding” — que envolve a repartição da base de dados do blockchain para que cada nó não tenha de processar cada transação do blockchain — e soluções de segunda camada — que descarregam algumas transações do blockchain principal.

Avançando para julho de 2020, Buterin declarou que a estratégia de segunda camada foi “bem-sucedida”.

O que está direcionando a admiração otimista é que, este ano, diversas soluções de segunda camada serão lançadas para fornecer aos usuários da Ethereum formas de negociar, trocar tokens, realizar operações de juros e interagirem com dapps de forma mais rápida e barata do que poderiam usando apenas o blockchain-base.

As novas inovações fora do blockchain (“off-chain”) incluem Gluon, a única solução de segunda camada criada para a negociação de alta frequência.

Gluon é a infraestrutura por trás da LEVERJ, a primeira corretora descentralizada e escalável de derivativos que, recentemente, lançou um par de swap de futuros perpétuos que permitem uma alavancagem de até cem vezes.

Gluon permite transações mais rápidas e baratas na Ethereum ao descarregá-las do blockchain principal para um blockchain paralelo (“sidechain”) de contratos autônomos.

A importância de uma corretora descentralizada
não custodial

LEVERJ usa uma abordagem exclusiva, com contas não custodiais e liquidações de lucro/prejuízo dentro do blockchain, enquanto operações intensivas de dados, como a combinação e o rastreamento de livros de oferta, são realizadas fora do blockchain, em servidores centralizados.

A corretora tem recursos como finalidade instantânea, que seria possível oferecer em uma corretora descentralizada no blockchain devido aos intervalos de latência do blockchain.

Ao mesmo tempo, pode oferecer características descentralizadas essenciais para custódia e resolução de disputas, assegurando que os usuários tenham o melhor dos dois mundos.

Junto com o desenvolvimento de soluções de segunda camada para o blockchain original da Ethereum, uma atualização direta ao blockchain principal da Ethereum também está sendo desenvolvida paralelamente.

A atualização Ethereum 2.0 (também conhecida como ETH 2.0 ou Serenity) é uma reformulação da rede que poderá melhorar sua velocidade, eficiência e escalabilidade, cuja “fase zero” poderá ser lançada nas próximas semanas.

Ethereum 2.0 apresentará blockchains repartidos (ou “shard chains”) e dividir o blockchain Ethereum para que transações possam ser realizadas em blockchains paralelos em vez de sobrecarregar um único blockchain.

Essa arquitetura foi criada para permitir que a rede melhorasse os intervalos de transação e escalasse mais facilmente.

Ethereum 2.0 promete até 100 mil transações por segundo — um número impressionante quando você lembra que Visa e Mastercard apenas processam 50 mil transações por segundo e, na realidade, nunca precisam processar além de cinco mil.

O sistema da Ethereum 2.0 (Fonte: Hsiao-Wei Wang)

ETH 2.0 também usará um mecanismo de consenso proof-of-stake (PoS) em vez do modelo PoW já usado pela ETH 1.0. Com o modelo PoS, validadores de transações fazem o staking (“aplicam”) cripto para terem o direito de verificar uma transação.

Validadores são selecionados para transmitir um bloco com base na quantidade que têm em staking e por quanto tempo esses ativos estão aplicados. Em comparação ao PoW, que exige um processamento computacional intenso, PoS usa bem menos energia para assegurar a rede.

Bê-a-bá Cripto: existe um algoritmo
de consenso perfeito para blockchains?

A Fase Zero terá a implementação do Beacon Chain e a aplicação inicial do PoS na ETH 2.0. O Beacon Chain será o novo blockchain no centro da ETH 2.0 para certificar que toda a rede, “shard chains” e mais estejam sincronizados e com dados atualizados.

O Beacon Chain também irá armazenar e gerenciar o registro dos validadores da ETH 2.0. Um validador é um usuário que realizou o staking de 32 ETH na rede para participar do mecanismo de consenso PoS. Processa transações, cria novos blocos e ganha recompensas por staking.

Nessa segunda-feira (26), a empresa de auditoria de contratos autônomos Quantstamp anunciou que ETH 2.0 está quase pronta para o lançamento e que a fase zero estará disponível em um futuro bem próximo.

Desenvolvedores e pesquisadores da Ethereum afirmaram que desejam anunciar uma data ainda para 2020 para o “bloco gênese” no Beacon Chain e, dada a recente e positiva auditoria, um lançamento em novembro parece bem provável.

Embora ether (ETH) tenha uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 44 bilhões, fornece suporte ao ecossistema de tokens padrão ERC-20 que, atualmente, possui uma capitalização de mercado de quase US$ 49 bilhões, bem como o ecossistema DeFi, cujo valor total de criptoativos bloqueados (TVL) é de mais de US$ 11 bilhões.

Um blockchain Ethereum com menos obstáculos de adesão é bom para todo o setor e, conforme a rede se prepara para superar seu problema mais grave, defensores do setor cripto com certeza ficarão alegres.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 28/10/2020 - 14:47