Copa do Mundo

Copa do Mundo de 2026: Safra estima queda média de 18% na demanda de energia durante jogos da seleção brasileira

01 jun 2026, 14:03 - atualizado em 01 jun 2026, 14:03
Taça da Copa do Mundo 2026 - Reuters
Taça da Copa do Mundo 2026 - Reuters

O Safra analisou o impacto potencial das partidas da seleção brasileira de futebol sobre a carga de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e concluiu que a Copa do Mundo de 2026 poderá provocar uma redução média de aproximadamente 18% na demanda durante os jogos do Brasil.

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Segundo o banco, o efeito decorre de que os três confrontos da fase de grupos já confirmados serão disputados no período da noite, às 19h e 21h30 (horário de Brasília).

Nesse contexto, a instituição projeta uma queda na demanda diária, uma vez que o consumo tende a iniciar trajetória de desaceleração entre uma e duas horas antes do apito inicial. O movimento, contudo, é intensificado após o pico intradiário de carga, entre 18h e 20h.

De acordo com a casa, o horário de início das partidas e o dia da semana exercem mais influência sobre a variação da carga elétrica do que a fase da competição ou o país-sede.

No campo operacional, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou um protocolo especial para o SIN durante a Copa, cobrindo as duas horas anteriores e posteriores a cada jogo da fase de grupos. O plano inclui a restrição de intervenções com potencial de provocar corte de carga — salvo em situações inevitáveis — além do monitoramento contínuo das condições meteorológicas ao longo das partidas.

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O Safra destaca ainda que partidas da seleção brasileira historicamente reduzem de forma consistente a demanda por eletricidade, com quedas que podem atingir até 15%, sendo a intensidade do impacto bastante condicionada ao horário de início dos confrontos, principalmente em jogos realizados à noite.

Na avaliação da instituição, o efeito tende a se refletir de maneira pontual sobre as distribuidoras de energia ao longo do segundo e terceiro trimestres de 2026, embora com impacto financeiro limitado. Em contrapartida, o banco espera a manutenção de uma carga térmica relevante no sistema, contribuindo para maior robustez operacional, sobretudo no controle de tensão.

A análise se baseia em dados horários de carga validados pelo ONS, abrangendo 33 partidas da seleção brasileira ao longo de seis Copas do Mundo, cinco subsistemas e mais de 52 mil observações horárias.

O estudo conclui que o padrão é claro: jogos realizados em dias úteis, com início no período da tarde ou da noite, representam o cenário mais desafiador para a operação do sistema elétrico, independentemente da fase da competição.

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*Com supervisão de Renan Sousa

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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