Copasa (CSMG3): Privatização avança após Equatorial cumprir exigências financeiras; entenda
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (CSMG3) anunciou que o investidor de referência finalista de sua oferta pública secundária de ações, a Equatorial (EQTL3), cumpriu integralmente as exigências previstas para a operação, permitindo o avanço do processo de distribuição dos papéis no âmbito da desestatização da estatal mineira.
Em fato relevante divulgado ao mercado, a Copasa afirmou que o investidor de referência atendeu aos requisitos relacionados às contas Escrow, às contas de custódia e às novas cartas de fiança, garantias exigidas para a participação na operação.
Segundo a estatal mineira, após o cumprimento dessas condições, o livro de registro de intenções de investimento (bookbuilding) passará a considerar a participação da Equatorial.
Na semana passada, a Gerais Saneamento, controlada pela Equatorial, foi escolhida como investidora de referência finalista da privatização da Copasa.
Pela proposta apresentada, a empresa se comprometeu a investir R$ 49,03 por ação na alocação prioritária, o equivalente a aproximadamente R$ 5,59 bilhões considerando a totalidade dos papéis dessa etapa.
A Copasa informou ainda que a Equatorial manifestou interesse em uma eventual alocação adicional de até 48 milhões de papéis remanescentes da oferta profissional, o que eleva o potencial de investimento para cerca de R$ 7,95 bilhões.
Pela estrutura da desestatização, o investidor de referência ficará com até 30% do capital social da estatal mineira, enquanto cerca de 64,6% das ações permanecerão em circulação no mercado.
O Estado de Minas Gerais deverá manter uma participação residual de 5%, além da golden share, preservando prerrogativas específicas previstas na legislação e no estatuto social.