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Cury (CURY3) cresce em lançamentos, mas vendas liquidas caem no 2T26

07 jul 2026, 19:44 - atualizado em 07 jul 2026, 19:44
Cury (CURY3) (Imagem: divulgação)
Cury (CURY3) (Imagem: divulgação)

A Cury (CURY3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com crescimento nos lançamentos, geração de caixa positiva e o maior banco de terrenos de sua história, segundo prévia operacional divulgada nesta terça-feira (7).

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Apesar disso, as vendas líquidas alcançaram R$ 2,05 bilhões no trimestre, queda de 9,5% frente ao segundo trimestre de 2025. A velocidade de vendas (VSO líquida) ficou em 40,5%, abaixo dos 47,5% registrados um ano antes.

Por outro lado, o preço médio das vendas avançou 6,9%, para R$ 331 mil por unidade, refletindo o foco em produtos de maior valor agregado. Os distratos representaram 7,7% das vendas brutas, abaixo dos 9,5% observados no mesmo período do ano anterior.

A construtora lançou R$ 2,26 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), alta de 1,4% na comparação anual, enquanto a geração de caixa operacional avançou 40,2%, para R$ 144,9 milhões.

Ao todo, a companhia lançou 11 empreendimentos no trimestre — oito em São Paulo e três no Rio de Janeiro —, somando 6.549 unidades. Apesar do crescimento do VGV, o número de unidades lançadas recuou 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o preço médio dos imóveis subiu 2%, para R$ 344,6 mil. No acumulado do primeiro semestre, os lançamentos totalizaram R$ 4,90 bilhões em VGV, queda de 2,1% na comparação anual.

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A operação também manteve forte ritmo de execução. A Cury produziu 5.737 unidades no trimestre, um recorde para a companhia e alta de 41,8% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Já os repasses somaram R$ 2,02 bilhões em VGV, enquanto o estoque encerrou junho em R$ 3,01 bilhões, dos quais 97,9% correspondem a empreendimentos lançados ou em construção, reduzindo a exposição a unidades prontas.

Outro destaque foi o banco de terrenos, que atingiu R$ 26,1 bilhões em VGV potencial, novo recorde da companhia. O landbank cresceu 23,6% em um ano e passou a comportar 84.055 unidades distribuídas entre 91 projetos. Desse total, R$ 19,2 bilhões estão concentrados em São Paulo e R$ 6,9 bilhões no Rio de Janeiro, mercados considerados estratégicos pela incorporadora.

A geração de caixa operacional permaneceu positiva pelo 29º trimestre consecutivo, alcançando R$ 144,9 milhões entre abril e junho. No acumulado do primeiro semestre, a geração de caixa somou R$ 238,2 milhões, crescimento de 84,5% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando a capacidade da companhia de financiar sua expansão mesmo em um ambiente de juros elevados.

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