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De olho no agro e na transição energética, Ultrapar (UGPA3) revela planos para Hidrovias do Brasil (HBSA3)

06 set 2024, 17:58 - atualizado em 06 set 2024, 17:58
Ultragaz, Ultrapar
(Imagem: YouTube/Grupo Ultra)

A Ultrapar (UGPA3), também conhecido como Grupo Ultra, realizou, nesta sexta-feira (06) o Ultra Day 2024, evento voltado a analistas do mercado. Nele, a companhia falou sobre seus resultados e planos para os próximos anos, entre eles o de aumento na participação da Hidrovias do Brasil (HBSA3), da qual se tornou a maior acionista, sem assumir o controle.

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Vale lembrar que recentemente, o conselho de administração da Hidrovias aprovou o aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão, e a Ultrapar informou irá exercer o direto de preferência. Hoje, a holding já possui cerca de 40% de participação e com a compra de mais ações pode chegar a até 50%, chegando perto de ter o controle.

A empresa, que completa 25 anos de capital aberto em 2024, avaliou durante o evento que a Hidrovias do Brasil é uma companhia que tem “muito valor ainda a ser criado” e que possui uma eficiência operacional importante pela frente, principalmente no agronegócio, que movimentou cerca de R$ 2,6 trilhões na economia brasileira em 2023.

O CEO da Ultrapar, Marcos Lutz, pontuou que a Hidrovias estava fragilizada e com o seu balanço “alavancado demais”, e o objetivo da holding é auxiliar no reequilíbrio financeiro.

Lutz avalia também que agronegócio e os movimentos de transição energética são grandes oportunidades para o Brasil, e que fundos de investimento estão tendo dificuldade em “vender o Brasil” no exterior, em razão de um crescimento baixo. “Estamos competindo pelo investidor que colocou o dinheiro na Nvidia”, pondera.

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Enquanto isso,  o CEO da Hidrovias, Fabio Schettino, que também estava presente no evento com os demais executivos das subsidiárias, chegou a dizer que a Ultra era a “acionista certa, na época certa”. Para ele, o olhar mais operacional e uma visão de mais longo prazo, principalmente de olho nas mudanças climáticas, era o que a empresa precisava para atingir seu potencial.

Outro destaque foram os resultados apresentados pela Ultrapar no primeiros semestre de 2024, impulsionados principalmente pela Ultracargo e Ultragas e também pela retomada da rede de postos Ipiranga, que vinha enfrentando dificuldades. No comparativo da evolução do Ebtida recorrente entre o primeiro semestre de 2024 com o de 2023, a companhia subiu 32,2%.

“Fazer o IPO da Ipiranga hoje é jogar dinheiro fora”

Mesmo que os números pareçam um pouco melhores – um Ebtida recorrente de R$ 1,5 bilhão no primeiro semestre de 2024 contra R$ 961 milhões no mesmo período de 2023 –, Lutz ponderou não ser o momento para uma eventual oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Ipiranga.

  • Leia mais: Ibovespa 137 mil pontos é “fichinha” – levantamento mostra que a bolsa negocia 40% abaixo do limite e pode subir mais; entenda.

Ele entende que, com a bolsa mais barata hoje, seria “jogar dinheiro fora”, uma vez que o processo exige muitos recursos para criar toda a estrutura necessário. No entanto, o executivo não descartou que o IPO da rede Ipiranga ocorra no longo prazo.

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O CEO da Ultra também trouxe para os profissionais do mercado presentes no evento que eles não possuem a ideia de “construir um império” e de que entendem que a alavancagem da companhia está abaixo do que o mercado espera, mas que avalia que eles não possuem a pressão por gastar verba. “Se não tiver onde por dinheiro, a gente distribui dividendos”, diz.

Com o marco do aniversário, a Ultrapar aproveitou para apresentar também um pouco do que esperam para os próximos 25 anos da empresa.

Para eles, é importante que companhia siga construindo valor no mercado com disciplina na alocação de capital e no crescimento inorgânico, além de agregar aos negócios já existentes no portfólio.

Um dos principais pontos, que começará a ser implementado, inclusive, é uma governança mais eficiente. Atualmente, a Ultra possui uma diretoria estatutária composta pelos CEOs da Ultra e das subsidiárias. Agora, querem acrescentar uma camada a mais de governança, tornando os representantes das suas empresas parte do conselho administrativo, enquanto a diretoria estatutária fica apenas com os executivos da Ultrapar.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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