Ibovespa

Morgan Stanley vê potencial de alta de 31% para o Ibovespa em 2027, mas alerta para riscos; confira

14 maio 2026, 12:16 - atualizado em 14 maio 2026, 12:16
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(Imagem: iStock)

O Morgan Stanley segue otimista, ou bullish, com os ativos da América Latina no longo prazo e prevê que o principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa (IBOV), alcance os 240 mil pontos em 2027. O banco tem recomendação de compra para Brasil devido ao impacto da alta do petróleo.

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No entanto, o cenário das ações latino-americanas, segundo o Morgan Stanley, exige mais cautela. “O petróleo em níveis elevados por mais tempo representa um risco para o afrouxamento das condições financeiras e para o crescimento econômico”, afirma.

O banco está mais exposto às ações brasileiras na região da América Latina e avalia que o Ibovespa pode alcançar os 240 mil pontos no próximo ano, o que representa um potencial de alta de 31% em real. Já em dólares, o ganho estimado é de 22%.

A estimativa do Morgan Staley é feita a partir da expectativa de crescimento de lucros em dólares de 24% em 2026 e de 12% em 2027, além de uma forte reprecificação positiva do múltiplo de preço sobre lucro (P/L) futuro, de 8,6x para 10,1x.

“Mantemos recomendação de compra para Brasil com base em um rebalanceamento de mercado e em possíveis mudanças de política econômica. O país continua bem posicionado para absorver novos investimentos em mercados ligados a energia e commodities — e, em particular, continua sendo o favorito na América Latina para gastos com infraestrutura de IA)”, detalha.

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Em relação aos pontos fortes do Brasil, o Morgan Staley destaca o setor de energia. Além disso, ao considerar os acontecimentos recentes, o banco aumentou a recomendação de compra da American Depositary Receipt (ADR) da Petrobras (PBR) e de Copel (CPLE3).

Pontos positivos para o IBOV

Para o Morgan Stanley, uma possível mudança de política após as eleições de outubro de 2026 poderia gerar ainda um potencial adicional de valorização, com aumento da demanda doméstica por ações e expectativas de políticas pró-mercado, embora a confiança no resultado eleitoral ainda seja baixa.

Adicionalmente, segundo o banco, um ciclo de queda de juros já precificado deve reduzir o custo de capital e os prêmios de risco.

“Esperamos que uma desaceleração da economia brasileira permita juros menores e um ajuste fiscal crível, dando origem a um novo ciclo de investimentos que impulsione crescimento de qualidade e fortalecimento do crédito privado”, diz o banco.

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Na avaliação do Morgan Stanley, um menor custo de capital próprio (cost of equity, em inglês) poderia acelerar a expansão dos múltiplos, permitindo uma reprecificação positiva no cenário base da instituição de aproximadamente 10x P/L.

A expectativa do banco norte-americano é de que entradas de capital reprecifiquem os valuations durante o rebalanceamento. “O Brasil se destaca pelo potencial de fluxo doméstico, que pode gerar demanda relevante por ações brasileiras sob a hipótese de aumento da demanda e mudança de política econômica”, acrescenta.

O menciona que o mercado de capitais brasileiro já ultrapassou US$ 2 trilhões, enquanto a participação local em ações domésticas está atualmente em cerca de 4%, abaixo da média histórica de cerca de 9%.

“Uma renda fixa menos atrativa, devido à queda dos juros, deve direcionar novos fluxos para ações. Assim, esperamos que o rebalanceamento atraia entradas significativas para essa classe de ativos”, explica.

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Assim, o crescimento dos investimentos pode elevar o crescimento potencial da economia, o que reduziria as pressões inflacionárias e aumentando os múltiplos de mercado.

Fator de risco

Na avaliação do banco, há um ponto que pode atrapalhar a alta do Ibovespa: a inflação impulsionada pela alta dos preços de energia. Isso, explica, tenderia a manter os juros elevados por mais tempo — especialmente se isso levar a um crescimento frágil capaz de evoluir para recessão.

“Caso esse cenário se concretize, migraríamos para nosso cenário pessimista (bear case), embora o risco permaneça baixo. Nossos economistas também interpretaram a reunião recente do Comitê de Política Monetária como mais favorável à queda de juros, apesar da pressão renovada causada pelo conflito no Oriente Médio”, afirma.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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