AgroTimes

SLC Agrícola (SLCE3): 1T26 vem abaixo das expectativas dos analistas, mas BTG ainda acredita em perspectiva positiva para ações

14 maio 2026, 12:10 - atualizado em 14 maio 2026, 12:10
slc agrícola slce3

A SLC Agrícola (SLCE3) apresentou resultados considerados mistos no primeiro trimestre de 2026 (1T26), com números operacionais pressionados por menores volumes vendidos, consumo elevado de capital de giro e despesas financeiras maiores, mas mantendo uma leitura relativamente construtiva entre os analistas para o restante do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ebitda ajustado ficou abaixo das expectativas das principais casas, refletindo principalmente margens mais fracas em soja, maiores despesas operacionais e efeitos financeiros. Ainda assim, tanto BTG Pactual
quanto XP Investimentos e Bradesco BBI destacaram que o trimestre, isoladamente, não muda a visão para 2026, especialmente após a revisão positiva do guidance agrícola.

O Bradesco BBI classificou o trimestre como “misto”, mas ressaltou que a execução operacional segue consistente. A receita líquida caiu 3% na comparação anual, para R$ 2,3 bilhões, impactada por menores volumes comercializados, enquanto o EBITDA ajustado recuou 26%, para R$ 776 milhões. A casa destacou como ponto positivo a margem bruta acima do esperado, sustentada por desempenho melhor do que o previsto em soja e algodão.



Por outro lado, os analistas chamaram atenção para o avanço de 38% das despesas gerais e administrativas, além da pressão contínua nos custos de fertilizantes nitrogenados, que ainda limita revisões mais otimistas para os resultados. O banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 20 para a ação.

Na visão da XP, os números operacionais fracos já eram amplamente esperados pelo mercado. A corretora destacou que parte relevante das vendas de soja no trimestre veio de fazendas impactadas pelo excesso de chuvas durante a colheita, pressionando margens temporariamente. Ainda assim, a gestão indicou melhora gradual da rentabilidade ao longo dos próximos trimestres, conforme o mix de vendas normalize.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A XP também apontou o fluxo de caixa livre como principal surpresa negativa do trimestre. O consumo de caixa, excluindo aquisição de terras, ficou próximo de R$ 830 milhões, muito acima da projeção da casa, principalmente por necessidade maior de capital de giro.

Mesmo assim, a corretora entende que o guidance revisado para a safra 2025/26 pode elevar em cerca de 3% suas estimativas de Ebitda para 2026, impulsionado principalmente pela revisão positiva de produtividade da soja. A casa conta com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 16,40.

SLCE3 pode continuar avançando na B3, segundo o BTG

Já o BTG Pactual adotou um tom mais construtivo para a tese de investimento. Embora tenha reconhecido que receita e Ebitda vieram abaixo do esperado, o banco afirmou que os menores volumes vendidos devem apenas ser deslocados para os próximos trimestres, sem impacto relevante sobre as projeções anuais.

O principal destaque, segundo o BTG, foi a revisão positiva do guidance, com aumento de 2,7% na produção esperada de soja e melhora também nas projeções para algodão, compensando parcialmente a redução de área da segunda safra de milho e algodão. Em uma “conta rápida”, o banco estima potencial de alta de cerca de 4% no Ebitda anual após a atualização das premissas operacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG também chamou atenção para um cenário mais favorável para commodities agrícolas nos próximos anos.

Segundo o banco, a combinação entre revisão dos fundamentos globais de oferta e demanda, possível impacto do conflito no Oriente Médio sobre fertilizantes e petróleo, além da defasagem entre a alta do Brent e os preços agrícolas, pode abrir espaço para uma nova tendência de valorização das commodities.

Na avaliação da casa, esse ambiente tende a continuar sustentando o desempenho das ações da SLC Agrícola, mesmo após a valorização acumulada de 23% no ano. O BTG manteve recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 24.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
Linkedin
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar