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CVC (CVCB3) despenca 17% e ação atinge menor cotação em seis meses com prejuízo no 1T26; hora de vender?

14 maio 2026, 11:32 - atualizado em 14 maio 2026, 17:49
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(Foto: Flávya Pereira/Money Times)

As ações da CVC (CVCB3), negociadas fora do Ibovespa (IBOV), despencaram em reação aos números do primeiro trimestre (1T26).

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CVCB3 fecharam com baixa de 11,27%, a R$ 1,89, figurando como a ação com pior desempenho na B3. Durante a sessão, os papéis atingiram a mínima intradia a R$ 1,76 (-17,37%), na menor cotação intradia desde novembro. Acompanhe o Tempo Real.



A companhia de turismo teve prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no 1T26, revertendo o lucro de R$ 24 milhões obtido um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 93,7 milhões nos três primeiros meses do ano, queda de 10,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 25,7%.

A receita líquida do grupo somou R$ 365,1 milhões, alta marginal de 0,8%. A empresa também teve queima de caixa operacional de R$ 121,6 milhões no período, ante R$ 53,2 milhões um ano antes.

Resultado mais fraco que o esperado

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Os analistas do BTG Pactual afirmam que o “céu está ainda nublado” para a CVC.

Na avaliação do banco, os números de CVC mostraram mais um trimestre “fraco”, marcado por um cenário difícil para o setor de viagens, com custos mais altos de combustível de aviação e interrupções devido ao conflito no Oriente Médio – como a paralisação de importantes centros de conexão globais ​​e impactos em destinos na Ásia, Oriente Médio e Oceania.

“Os resultados do 1T da CVC reforçaram que a empresa continua pressionada por altas despesas financeiras, enquanto as tendências de receita permanecem fracas em meio a menores taxas de comissão e interrupções temporárias de viagens devido ao conflito no Oriente Médio”, escreveram Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon em relatório.

A equipe do BTG ainda destacou que, embora a receita e Ebitda tenham ficado ligueiramente acima das estimativas do banco, o resultado final ficou “significativamente” abaixo do esperado, impactado por despesas financeiras e impostos de rtenda maiores do que o previsto.

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Do lado positivo, o banco avaliou que a operação no Brasil teve um desempenho “relativamente” melhor na comparação anual, com destaque para o segmento B2B.

Na mesma linha, o Santander chamou a atenção para o crescimento de 3,8% das reservas na base anual, com o “bom desempenho do B2B” no Brasil – que teve alta dde 12,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Para o banco, o resultado compensou o desempenho mais fraco do B2C, que subiu 4% ano contra ano, e da operação na Argentina, que registrou perda de 8,4% na base anual.

Hora de vender CVCB3?

Os analistas do BTG Pactual reforçaram a visão cautelosa com a companhia, considerando principalmente a fraca expansão da receita e as elevadas despesas financeiras.

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“Os desafios que ainda estão por vir, particularmente o elevado ônus financeiro, a dinâmica de crescimento de receita moderada e a intensificação da concorrência online”, afirmou o trio de analistas.

Eles, porém, consideram positivos os esforços de reestruturação em andamento.

O banco tem recomendação neutra para CVCB3 com preço-alvo de R$ 3 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 40,8% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (13), as ações da companhia de turismo fecharam o dia cotadas a R$ 2,13 na B3.

O Santander também tem recomendação neutra com preço-alvo de R$ 24 no fim de 2026, o que representa um potencial valorização de 12,7% sobre o preço do fechamento da véspera.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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