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CVC (CVCB3) despenca 13% com prejuízo no 1T26; hora de vender?

14 maio 2026, 11:32 - atualizado em 14 maio 2026, 11:37
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(Foto: Flávya Pereira/Money Times)

As ações da CVC (CVCB3), negociadas fora do Ibovespa (IBOV), despencam em reação aos números do primeiro trimestre (1T26).

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Por volta de 11h, CVCB3 tinha baixa de 13,15%, a R$ 1,85, figurando como a segunda ação com pior desempenho na B3. Mais cedo, os papéis bateram mínima intradia com derrocada de 13,62% (R$ 1,84). Acompanhe o Tempo Real.



A companhia de turismo teve prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no 1T26, revertendo o lucro de R$ 24 milhões obtido um ano antes.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 93,7 milhões nos três primeiros meses do ano, queda de 10,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 25,7%.

A receita líquida do grupo somou R$ 365,1 milhões, alta marginal de 0,8%. A empresa também teve queima de caixa operacional de R$ 121,6 milhões no período, ante R$ 53,2 milhões um ano antes.

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Resultado mais fraco que o esperado

Os analistas do BTG Pactual afirmam que o “céu está ainda nublado” para a CVC.

Na avaliação do banco, os números de CVC mostraram mais um trimestre “fraco”, marcado por um cenário difícil para o setor de viagens, com custos mais altos de combustível de aviação e interrupções devido ao conflito no Oriente Médio – como a paralisação de importantes centros de conexão globais ​​e impactos em destinos na Ásia, Oriente Médio e Oceania.

“Os resultados do 1T da CVC reforçaram que a empresa continua pressionada por altas despesas financeiras, enquanto as tendências de receita permanecem fracas em meio a menores taxas de comissão e interrupções temporárias de viagens devido ao conflito no Oriente Médio”, escreveram Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon em relatório.

A equipe do BTG ainda destacou que, embora a receita e Ebitda tenham ficado ligueiramente acima das estimativas do banco, o resultado final ficou “significativamente” abaixo do esperado, impactado por despesas financeiras e impostos de rtenda maiores do que o previsto.

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Do lado positivo, o banco avaliou que a operação no Brasil teve um desempenho “relativamente” melhor na comparação anual, com destaque para o segmento B2B.

Hora de vender CVCB3?

Os analistas do BTG Pactual reforçaram a visão cautelosa com a companhia, considerando principalmente a fraca expansão da receita e as elevadas despesas financeiras.

“Os desafios que ainda estão por vir, particularmente o elevado ônus financeiro, a dinâmica de crescimento de receita moderada e a intensificação da concorrência online”, afirmou o trio de analistas.

Eles, porém, consideram positivos os esforços de reestruturação em andamento.

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O banco tem recomendação neutra para CVCB3 com preço-alvo de R$ 3 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 40,8% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (13), as ações da companhia de turismo fecharam o dia cotadas a R$ 2,13 na B3.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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