CVC (CVCB3) despenca 13% com prejuízo no 1T26; hora de vender?
As ações da CVC (CVCB3), negociadas fora do Ibovespa (IBOV), despencam em reação aos números do primeiro trimestre (1T26).
Por volta de 11h, CVCB3 tinha baixa de 13,15%, a R$ 1,85, figurando como a segunda ação com pior desempenho na B3. Mais cedo, os papéis bateram mínima intradia com derrocada de 13,62% (R$ 1,84). Acompanhe o Tempo Real.
A companhia de turismo teve prejuízo líquido ajustado de R$ 63,1 milhões no 1T26, revertendo o lucro de R$ 24 milhões obtido um ano antes.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 93,7 milhões nos três primeiros meses do ano, queda de 10,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 25,7%.
A receita líquida do grupo somou R$ 365,1 milhões, alta marginal de 0,8%. A empresa também teve queima de caixa operacional de R$ 121,6 milhões no período, ante R$ 53,2 milhões um ano antes.
Resultado mais fraco que o esperado
Os analistas do BTG Pactual afirmam que o “céu está ainda nublado” para a CVC.
Na avaliação do banco, os números de CVC mostraram mais um trimestre “fraco”, marcado por um cenário difícil para o setor de viagens, com custos mais altos de combustível de aviação e interrupções devido ao conflito no Oriente Médio – como a paralisação de importantes centros de conexão globais e impactos em destinos na Ásia, Oriente Médio e Oceania.
“Os resultados do 1T da CVC reforçaram que a empresa continua pressionada por altas despesas financeiras, enquanto as tendências de receita permanecem fracas em meio a menores taxas de comissão e interrupções temporárias de viagens devido ao conflito no Oriente Médio”, escreveram Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon em relatório.
A equipe do BTG ainda destacou que, embora a receita e Ebitda tenham ficado ligueiramente acima das estimativas do banco, o resultado final ficou “significativamente” abaixo do esperado, impactado por despesas financeiras e impostos de rtenda maiores do que o previsto.
Do lado positivo, o banco avaliou que a operação no Brasil teve um desempenho “relativamente” melhor na comparação anual, com destaque para o segmento B2B.
Hora de vender CVCB3?
Os analistas do BTG Pactual reforçaram a visão cautelosa com a companhia, considerando principalmente a fraca expansão da receita e as elevadas despesas financeiras.
“Os desafios que ainda estão por vir, particularmente o elevado ônus financeiro, a dinâmica de crescimento de receita moderada e a intensificação da concorrência online”, afirmou o trio de analistas.
Eles, porém, consideram positivos os esforços de reestruturação em andamento.
O banco tem recomendação neutra para CVCB3 com preço-alvo de R$ 3 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 40,8% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (13), as ações da companhia de turismo fecharam o dia cotadas a R$ 2,13 na B3.