Dólar cai a R$ 4,98 após ‘susto’ com novo ‘Flávio Day’
O dólar à vista devolveu parte dos ganhos da véspera e voltou ao patamar abaixo de R$ 5,00 com o cenário eleitoral ainda no radar.
Nesta quinta-feira (14), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9863, com queda de 0,45%. Ontem (13), a divisa saltou mais de 2%, no maior ganho diário desde dezembro, e fechou a R$ 5,0086.
O dólar destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com ganho de 0,21%, aos 98.505 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio continuou a acompanhar o cenário eleitoral, mas reduziu o prêmio de risco da sessão anterior.
“Depois do estresse político doméstico da véspera, o câmbio corrigiu parte do movimento hoje acompanhando um ambiente externo mais favorável”, afirmou Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad.
Ontem, o site Intercept Brasil divulgou um áudio do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro – o que estressou o mercado, já que o senador é o principal representante da direita nas eleições de outubro e que sua relação com Vorcaro poderia inviabilizar a disputa pelo Palácio do Planalto.
Em resposta, Flávio admitiu que conhece Vorcaro – uma relação que começou em dezembro de 2024, segundo ele – e que retomou o contato com o empresário quando as parcelas do patrocínio do filme “Dark Horse” sobre a vida do seu pai estavam atrasadas.
O real também foi beneficiado pela valorização do petróleo no mercado internacional. O contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para julho fechou com leve alta de 0,09%, a US$ 105,72 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Países exportadores, como o Brasil, tendem a se beneficiar com o avanço dos preços das matérias-primas no mercado externo.
Na esfera geopolítica, o mercado seguiu acompanhando a viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. Segundo o chefe da Casa Branca, o líder chinês Xi Jinping ofereceu apoio nas negociações entre Washington e Teerã e demostrou interesse em um acordo para reduzir as tensões no Oriente Médio.