Dólar

Dólar cai mais de 1% e volta aos R$ 4,99 de olho no Oriente Médio e IBC-Br mais fraco

18 maio 2026, 17:09 - atualizado em 18 maio 2026, 17:11
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista perdeu força ante o real diante da fraqueza global da moeda com o noticiário geopolítico no radar e o dado de atividade do Banco Central mais fraco em março.

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Nesta segunda-feira (18), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9985, com queda de 1,37%.



O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com perda de 0,29%, aos 98.990 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio seguiu de olho nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e no noticiário doméstico.

Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar o tom contra o Irã neste domingo (17) em publicação na rede Truth Social, afirmando que o pais enfrentará consequências caso seus líderes não ajam rapidamente, a cotação do petróleo chegou a bater US$ 112.

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No início da tarde, em entrevista ao New York Post no início da tarde, Trump disse que “não está aberto” a quaisquer concessões para Teerã.

Horas depois, Trump informou que adiou um novo ataque militar contra o Irã a pedido de autoridades do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

Já por aqui, após forte valorização do dólar ante o real na semana passada com as informações do Intercept Brasil mostrando conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o financiamento do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o cenário político trouxe alívio hoje.

Os investidores também acompanharam o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma proxy do Produto Interno Bruto, apresentou em março queda de 0,67% na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado nesta manhã.

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Ainda assim, o índice registrou expansão de 1,3% nos três primeiros meses do ano em relação ao quarto trimestre de 2025.

Apesar dos sinais negativos observados em março, a abertura setorial mostrou crescimento disseminado no primeiro trimestre, avalia o economista Rodolfo Margato, da XP Investimentos.

“A renda real disponível às famílias continua em trajetória sólida de expansão, refletindo o mercado de trabalho apertado e o aumento das transferências fiscais. Além disso, um conjunto amplo de medidas governamentais de estímulo deve sustentar a demanda no curto prazo”, afirma Margato.

O economista menciona ainda que as iniciativas adicionais no campo do crédito — incluindo o programa de renegociação de dívidas das famílias, Desenrola 2.0 — devem trazer alívio nos próximos meses.

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Pela décima semana consecutiva, a expectativa dos economistas consultados pelo Banco Central no Boletim Focus para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 foi revisada para cima, passando de 3,91% para 3,92%. A estimativa para a Selic no fim de 2026 também subiu de 13% para 13,25%.

Na avaliação do especialista de investimentos da Nomad, Bruno Shahini, o dólar operou em queda na sessão desta segunda-feira devolvendo parte da forte alta recente em um movimento de realização de lucros após o estresse político doméstico envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banco Master.

“O câmbio passa por um ajuste técnico e testa o patamar de R$ 5,00, monitorando também o alívio temporário no exterior trazido pelos sinais de distensão entre EUA e Irã, que chegaram a arrefecer os preços das commodities na parte da tarde — embora o petróleo Brent siga volátil e sustentado acima dos US$ 110”, detalha Shahini.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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