Giro do Mercado

Petróleo em alta, dólar volátil e projeções para o Brasil; veja comentários de analista do BTG no Giro do Mercado desta segunda (18)

18 maio 2026, 15:43 - atualizado em 18 maio 2026, 15:43

O dia começou com bastante volatilidade, em especial para o petróleo, influenciado por uma possível negociação entre EUA e Irã para o fim do conflito, e pelo dólar global mais instável.No cenário interno, também há variações, por conta, principalmente, das projeções para a economia.

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No Giro do Mercado desta segunda-feira (18), a jornalista Paula Comassetto recebeu o analista do BTG Pactual, Lucas Costa, para comentar os destaques do dia relevantes para o investidor.

Petróleo em alta

Costa disse que o petróleo vem mostrando, nos últimos tempos, uma tendência de alta no médio prazo e lembrou que, desde o fim de 2025, os preços têm avançado.

“O petróleo está operando dentro de uma faixa de US$ 92 a US$ 115. Isso significa que, mais próximo de US$ 92, a commodity se recupera, enquanto, mais próximo de US$ 115, ela recua.”

Segundo o analista, para que o preço do petróleo saia dessa faixa, é necessário haver uma definição mais concreta sobre o conflito no Irã, como um acordo ou uma expectativa prolongada de guerra declarada.

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Dólar volátil

O dólar americano voltou ao patamar de R$ 5 sob efeito da guerra entre EUA e Irã, mas também em razão do cenário eleitoral doméstico.

No entanto, Costa afirmou que, apesar do estresse sobre a moeda norte-americana ter sido observado no Brasil, o movimento não é exclusivo do país, pois vai além dos fatores locais.

Ao analisar o DXY — índice que mede a força do dólar no mundo, com 70% do indicador representado pelo euro e outros 13% pelo iene japonês —, é notável uma alta desde o dia 11 de maio, quando o dólar global subiu de 97,780 para 99,240.

“Bem ou mal, a gente está falando de um avanço de 1,50%, que, para moedas, representa uma volatilidade considerável.”

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Segundo o analista, o impulso para esse movimento estaria relacionado à abertura da curva americana e ao risco inflacionário decorrente da duração do conflito no Irã, cuja consequente escalada do petróleo também contribui para a pressão.

Projeções para o Brasil: inflação, juros e Ibovespa

O Banco Central do Brasil (BC) comunicou ao mercado, por meio do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (18), que revisou para cima as estimativas de inflação, de 3,9% para 3,92%. Além disso, o BC também atualizou a taxa básica de juros para 13,25%.

Para o IBOV, Lucas Costa afirmou que “a tendência de longo prazo é de alta, mas, no curto e médio prazo, há um movimento de correção que, inclusive, se aprofundou ligeiramente mais do que os anteriores, porque já são cinco semanas consecutivas de queda”.

O analista também lembrou da dificuldade da bolsa brasileira em superar inicialmente os 192 mil pontos e, como consequência, alcançar os 200 mil pontos em seguida.

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*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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