Dólar

Dólar avança e fecha a R$ 5,04 com incertezas geopolíticas e cenário eleitoral no Brasil

19 maio 2026, 17:09 - atualizado em 19 maio 2026, 17:18
Dólar câmbio bdr ações
(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar à vista ganhou força ante o real diante das incertezas geopolíticas em relação a um avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, além da pesquisa de cenário eleitoral indicando aumento da rejeição ao pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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Nesta terça-feira (19), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,0405, com alta de 0,84%.



O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com avanço de 0,11%, aos 99.300 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio seguiu de olho no impasse entre Estados Unidos e Irã para alcançar um acordo diplomático, além do noticiário político doméstico.

No exterior, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos e o Irã fizeram muito progresso em suas conversas e que nenhum dos lados quer ver uma retomada da campanha militar.

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“Acreditamos que fizemos muito progresso. Achamos que os iranianos querem fazer um acordo”, disse Vance aos repórteres na Casa Branca.

Hoje, porém, Trump disse que os EUA podem precisar atacar o Irã novamente, e que estava a apenas uma hora de decidir sobre um ataque antes de adiá-lo. “Eu estava a uma hora de tomar a decisão de fazer hoje”, afirmou.

Além disso, os temores inflacionários com a guerra no Oriente Médio impulsionou o Treasury de 30 anos para o maior patamar desde 2007, alcançando 5,19%. Já o Treasury de 10 anos, considerado referência global para crédito, hipotecas e ativos de risco, foi para 4,68%, atingindo o maior nível desde janeiro deste ano.

Por aqui, os investidores acompanharam o levantamento AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial de outubro deste ano, realizado após a revelação das ligações entre o senador Flávio Bolsonaro e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Na pesquisa, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro despencou 6 pontos percentuais no cenário de segundo turno.

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Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro tem 41,8%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retomou a liderança, com 48,9% das intenções de voto. Na pesquisa de abril, o senador tinha ligeira vantagem na pesquisa, com 47,8%, ante 47,5% de Lula.

A rejeição de Flávio também superou a do presidente Lula pela primeira vez, de 52% contra 50,6% do candidato à reeleição.

Segundo o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, o dólar operou em forte alta nesta sessão, pressionando o real e seus pares emergentes em meio ao avanço global da moeda americana e à escalada dos rendimentos das Treasuries.

“No cenário internacional, as idas e vindas nas negociações entre Estados Unidos e Irã mantêm o petróleo Brent acima do patamar de US$ 110 o barril, alimentando temores inflacionários e reforçando a perspectiva de juros restritivos por mais tempo na maior economia do mundo, o que estimula a migração de capital para a renda fixa americana”, explica Shahini.

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Já no ambiente doméstico, a cautela foi amplificada pelo fator político após novas pesquisas eleitorais mostrarem uma perda de tração do senador Flávio Bolsonaro frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, refletindo o desgaste decorrente das investigações envolvendo o banco Master.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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