Mercados

Wall Street tem nova queda com escalada dos Treasuries e à espera de ata do Fomc

19 maio 2026, 17:09 - atualizado em 19 maio 2026, 17:30
Mercado Mercados Ibovespa Morning Wall Street Agenda
(Imagem: iStock/KanawatTH)

Os índices de Wall Street terminaram a sessão desta terça-feira (19) em queda com a disparada dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, em meio a incertezas sobre o Oriente Médio e cautela do impacto do conflito na inflação e na política monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O S&P 500 engatou a terceira queda consecutiva.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,65%, aos 49.363,88 pontos;
  • S&P 500: -0,67%, aos 7.353,61 pontos;
  • Nasdaq: -0,84%, aos 25.870,71 pontos.

O que mexe com Wall Street hoje?

O cenário geopolítico seguiu no centro das atenções dos investidores, ainda que com um breve alívio entre Estados Unidos e Irã.

Ontem (18), o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu um novo ataque militar contra o Irã que estava previsto para hoje, a pedido de autoridades do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já nesta terça-feira, Trump voltou a dizer que os EUA “talvez “precisem atacar o Irã novamente e que ele esteve a uma hora de ordenar um ataque antes de adiá-lo.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, também afirmou que não pode garantir um acordo entre Washington e Teerã em coletiva de imprensa na Casa Branca.

Segundo Vance, Trump determinou que a equipe norte-americana negociasse “agressivamente” com o governo iraniano e ressaltou que houve “muito progresso” até o momento. Ainda assim, reconheceu dificuldades nas tratativas. “O Irã é um país muito complicado. Eles querem fazer um acordo, mas não é muito claro o que querem alcançar”, disse.

As incertezas geopolíticas sustentaram os preços do petróleo Brent acima de US$ 100 e aumentaram as preocupações dos investidores com choques inflacionários e elevaram a perspectiva de juros elevados por mais tempo nas principais economias do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos Estados Unidos, por exemplo, os agentes financeiros já precificama retomada do aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) a partir de dezembro deste ano.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 59,2% de chance de o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevar os juros na última decisão de 2026.

As apostas se dividem em 41,6% de chance de alta de 25 pontos-base, 15,1% de uma elevação de 50 pontos-base e 2,3% de acréscimo de 75 pontos-base. Hoje os juros dos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Em reação, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, renovaram as máximas históricas. O juro projetado para o título de 30 anos, referência para o mercado de hipotecas local, atingiu 5.198%, alta de 6 pontos-base em relação ao fechamento anterior, no maior nível desde 2007.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já o rendimento do Treasury de 10 anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — também teve alta de 6 pontos-base, para 4,687%, o maior nível desde janeiro de 2025.

Na tentativa de conter os preços dos combustíveis, o governo Trump está trabalhando com o Congresso para suspender impostos federais sobre gasolina e diesel, diante da escalada dos preços de energia com o barril do petróleo Brent acima de US$ 100, segundo a Bloomberg.

Em segundo plano

Os investidores também ficam à espera da ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). O documento será divulgado amanhã (20).

Em abril, o Fomc manteve os juros inalterados pela terceira vez consecutiva, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, em uma decisão não unânime. Stephen Miran foi o único voto dissidente, para um corte de 0,25 ponto percentual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, o que chamou a atenção do mercado foi a dissidência de outros três membros: Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan apoiaram a manutenção dos juros, mas sem sinalização de flexibilização monetária. Essa foi a maior dissidência desde 1992.

No comunicado, o Fomc afirmou que continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas e acrescentou que “estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar