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Resultados do 1T26 mostram avanço operacional, mas juros ainda pressionam lucros, diz BTG; veja destaques

19 maio 2026, 17:14 - atualizado em 19 maio 2026, 17:28
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(Imagem: Divulgação/ Localiza)

A temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 mostrou um desempenho operacional mais forte das empresas brasileiras, mas com pressão relevante dos juros altos sobre os lucros das companhias domésticas, segundo avaliação do BTG Pactual.

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Entre os destaques positivos do trimestre, o banco apontou os setores de aluguel de veículos & logística, utilities e petróleo & gás. Do lado negativo, alimentos & bebidas, varejo e o Banco do Brasil (BBAS3) concentraram as maiores decepções, de acordo com relatório assinado por Carlos Sequeira e equipe.

Na avaliação qualitativa do trimestre, 37% das empresas reportaram resultados considerados fortes pelos analistas do banco, mesmo percentual observado no primeiro trimestre de 2025 e acima dos 33% registrados no quarto trimestre do ano passado. Já os resultados considerados fracos representaram 29% do total.

Acima de projeções

Segundo o banco, os resultados consolidados vieram levemente acima das estimativas no trimestre. Excluindo Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), a receita líquida ficou 1,0% acima das projeções do BTG, enquanto o EBITDA superou as expectativas em 0,3% e o lucro líquido em 1,6%.

Entre as empresas com atuação doméstica, porém, o cenário foi mais pressionado. Apesar de as receitas terem superado as estimativas em 2,4%, o EBITDA ficou 1,2% abaixo do esperado e o lucro líquido decepcionou em 2,0%, refletindo o impacto dos juros elevados sobre despesas financeiras e custos de crédito.

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Na comparação anual, as receitas das empresas ex-Petrobras e Vale cresceram 8,9% no primeiro trimestre, enquanto o EBITDA avançou 13,8%. Já o lucro líquido subiu 7,7%, revertendo a queda observada no trimestre anterior.

O BTG destacou que o lucro líquido das companhias ligadas a commodities avançou 41,7% em um ano, impulsionado principalmente pelos setores de petróleo & gás e materiais básicos, beneficiados pelo ambiente mais favorável para os preços das commodities, especialmente o Brent.

Localiza, utilities e petróleo lideram destaques positivos

Entre os destaques positivos, o setor de aluguel de veículos & logística apresentou crescimento de 28,3% na receita líquida. O banco ressaltou o desempenho da Localiza (RENT3), cuja receita avançou 41,4%, impulsionada pela divisão de seminovos e pela dinâmica considerada saudável nos segmentos de aluguel de carros e gestão de frotas.

O setor de serviços básicos também contribuiu para o crescimento consolidado de receitas e EBITDA. O BTG destacou os resultados da Axia Energia (AXIA) e da Copel (CPLE6), favorecidas pelo ambiente de preços elevados de energia e pelo desempenho do segmento de geração.

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Em petróleo & gás, o EBITDA setorial cresceu 84,8% na comparação anual. Entre os principais destaques apareceram Prio (PRIO3), Vibra Energia (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), apoiadas por melhores margens e ambiente mais favorável para combustíveis e petróleo.

JBS, varejo e Banco do Brasil aparecem entre decepções

Do lado negativo, o setor de alimentos & bebidas foi o principal detrator do EBITDA consolidado, com queda de 12,3% na comparação anual. Segundo o BTG, a principal pressão veio da JBS (JBSS32), cujo EBITDA recuou 33,3% no período.

O varejo também apareceu entre os segmentos mais pressionados, com queda de 87,5% no lucro líquido em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Nos bancos, o BTG afirmou que a maioria das instituições conseguiu elevar os lucros na comparação anual, embora abaixo das expectativas. O principal destaque negativo foi o Banco do Brasil (BBAS3), cujo lucro líquido ajustado caiu 52,8%, pressionado pela inadimplência no crédito ao consumidor e pelos custos ligados à carteira do agronegócio.

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Além disso, o Banco do Brasil revisou para baixo seu guidance de lucro líquido para 2026 em cerca de 17% no ponto médio, movimento que, segundo o BTG, aumentou as preocupações dos investidores.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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