Dólar avança e fecha a R$ 4,92 apesar de alívio nas tensões no Oriente Médio
O dólar à vista ganhou força ante o real, destoando de outras moedas emergentes, em dia de leilão de swap cambial reverso realizado pelo Banco Central (BC) e ajuste técnico.
Nesta quarta-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9207, em alta de 0,18%.
No exterior, por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com perda de 0,43%, aos 98,018 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio seguiu atento aos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, com a notícia de avanço nas negociações e um memorando de uma página que pode encerrar a guerra, segundo o site Axios.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no entanto, afirmou na rede Truth Social que caso o Irã não siga adiante com o acordo, ataques maiores e mais intensos serão realizados contra Teerã.
Ao sair de evento na Casa Branca, Trump disse a um repórter que os Estados Unidos obterão o urânio enriquecido do Irã, enquanto os dois países tentam chegar a um acordo sobre o fim da guerra no Golfo Pérsico.
Um dos objetivos centrais de Trump ao lançar ataques militares contra o Irã era garantir que Teerã não desenvolvesse uma arma nuclear. O Irã ainda não entregou mais de 408 kg de urânio altamente enriquecido.
Segundo Trump, as conversas com o Irã nas últimas 24 horas foram muito boas e é possível que seja feito um acordo entre Washington e Teerã.
Por outro lado, um membro sênior do Parlamento iraniano disse que à reportagem do site Axios que inclui o texto de uma proposta dos EUA para um acordo com o Irã para acabar com a guerra é mais uma lista de desejos do que uma realidade.
“O texto do Axios é mais uma lista de desejos norte-americanos do que uma realidade; os norte-americanos não ganharão nada em uma guerra que estão perdendo que não tenham conquistado em negociações diretas”, postou no X Ebrahim Rezaei, porta-voz do comitê de política externa e segurança nacional do Parlamento.
Leilão de swap cambial reverso
O mercado doméstico acompanhou ainda a realização de leilão de swap cambial reverso pelo Banco Central, que vendeu toda a oferta de 10 mil contratos, o equivalente a US$ 500 milhões.
Todos os contratos tinham vencimento de 1º de junho 2026. Uma proposta foi aceita, e a taxa de corte foi de 4,4.
Na avaliação do estrategista de investimentos da Nomad, Bruno Shahini, o câmbio operou em alta na sessão de hoje devido a ajustes técnicos depois do forte rali recente do real, que parece se consolidar no intervalo entre R$ 4,90 e R$ 4,95.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters