Internacional

“Trump quer o urânio em solo americano”: Sócio da BTG Asset explica por que a incerteza energética deve continuar

06 maio 2026, 17:23 - atualizado em 06 maio 2026, 17:23
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Ricardo Kazan, sócio da BTG Asset (Foto: Reprodução)

O conflito entre Estados Unidos e Irã deve continuar sem solução no curto prazo, com impactos diretos sobre o mercado de energia global, na avaliação de Ricardo Kazan, sócio da BTG Asset.

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“Trump quer o urânio enriquecido do Irã em terras americanas. Fica difícil imaginar uma solução para o conflito”, afirmou o gestor durante o ETF Day 2026, evento realizado nesta quarta-feira (6).

Segundo Kazan, o ponto central do impasse está no controle do urânio enriquecido. Os Estados Unidos não aceitam que o Irã mantenha esse material, enquanto o país do Oriente Médio resiste a abrir mão de sua soberania nesse tema.

Esse embate ocorre em um contexto mais amplo de disputa geopolítica entre Estados Unidos e China, no qual o petróleo desempenha papel estratégico. A China depende fortemente de importações de energia, enquanto os EUA possuem maior autossuficiência.

“No Plano de Segurança dos EUA, eles deixaram muito clara a Doutrina Monroe, um movimento de afastar a China da área de influência nas Américas. Não à toa vimos o movimento de Trump na Venezuela, que exportava o petróleo para a China. A China, que se beneficiava de um petróleo barato da Venezuela e do Irã, não se beneficia mais”.

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De acordo com Kazan, a estratégia dos EUA é muito clara: atacar os pontos fracos econômicos da China.

O medo de Trump

Kazan destacou que o Irã já demonstrou capacidade de impactar o mercado global mesmo sem armamento nuclear, como no bloqueio do Estreito de Hormuz, rota crucial para o transporte de petróleo.

“O risco é que, com capacidade nuclear, esse poder de pressão aumente exponencialmente. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse ontem que o potencial de ameaça do Irã será muito maior com uma bomba atômica. Rubio foi bem claro e reforçou que o Irã não terá urânio enriquecido”.

A ausência de uma solução clara mantém elevada a incerteza no mercado de commodities, especialmente no caso do petróleo, que segue sensível a qualquer escalada no conflito. Para o gestor, esse ambiente reforça a tendência de preços mais voláteis e sujeitos a choques.

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“As commodities estão sob os holofotes e vão continuar nos holofotes”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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