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Vale (VALE3): Por que o BTG elevou o preço-alvo da ação?

06 maio 2026, 16:32 - atualizado em 06 maio 2026, 16:32
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(Imagem: Reuters)

O BTG Pactual elevou o preço-alvo da Vale (VALE3) de R$ 85 para R$ 90 por ação, mantendo a recomendação de compra.

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Para investidores que acompanham o papel em Nova York, o banco elevou o preço-alvo do ADR de US$ 15 para US$ 18.

Segundo o banco, a mineradora segue entregando execução consistente e recuperando a confiança dos investidores, em meio a preços resilientes do minério de ferro e forte geração de caixa.

No lado operacional, a companhia avalia que as pressões vistas no primeiro trimestre foram, em sua maioria, externas, decorrentes de fatores como câmbio, petróleo e sazonalidade, que impactaram o período, mas não indicam deterioração estrutural de custos.

Já a recente alta do minério de ferro — de cerca de US$ 100 para US$ 110 por tonelada — foi impulsionada pela inflação de custos, especialmente frete. Para o banco, esse movimento ajuda a compensar, e até a superar, os impactos negativos nos resultados da Vale.

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A geração de caixa segue como um dos principais pilares da tese. O BTG destaca o fluxo de caixa livre (FCF) como principal vetor para levar a dívida líquida expandida para abaixo de US$ 15 bilhões, abrindo espaço para recompras de ações e pagamento de dividendos extraordinários.

Outro destaque é o cobre, que ganhou mais peso na avaliação. O banco revisou suas projeções após melhora na execução e maior visibilidade dos ativos, com o Ebitda do segmento praticamente dobrando nos últimos anos.

“Vemos a Vale como uma das histórias mais protegidas frente à inflação do petróleo, dado seu perfil de frete contratado e hedge relevante. Mesmo após alta de cerca de 20% no ano, a ação ainda negocia com dividend yield próximo de 9% e a 4,4 vezes EV/Ebitda”, afirmou o banco sobre a mineradora.

O BTG ressalta que o segundo trimestre ainda deve ser similar ao primeiro em termos de custos, mas projeta uma melhora mais relevante no segundo semestre (2S), com a recuperação de volumes e maior diluição de custos fixos

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*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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