Mercados

Ibovespa sobe com Vale (VALE) e negociações entre EUA e Irã; dólar avança a R$ 4,92

06 maio 2026, 17:29 - atualizado em 06 maio 2026, 17:38
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(Imagem: iStock/KanawatTH)

O Ibovespa (IBOV) fechou o terceiro pregão da semana em alta impulsionado pelo desempenho de Vale (VALE3), ação com maior peso no índice, e pelo forte avanço de Wall Street.

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Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com avanço de 0,50%, aos 187.690,86 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,9207, em alta de 0,18%.

Por aqui, os investidores acompanharam a pesquisa Meio/Ideia, que apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 45,3% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44,7%.

Os dois permaneceram tecnicamente empatados no segundo turno na corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições 2026.

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O mercado ainda repercutiu a temporada de balanços corporativos, como o resultado do Itaú Unibanco (ITUB4), que registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 10,4% ante o mesmo período de 2025.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de alta, a Vale (VALE3) avançou 3,62%, a R$ 81,23. O movimento refletiu o avanço do contrato mais líquido minério de ferro na bolsa de Dalian, para setembro de 2026, que fechou em alta de 2,84%, a 816 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 122,4.

A ação também foi beneficiada pelo apetite ao risco com a melhora no humor dos mercados internacionais. Além disso, a Vale teve o preço-alvo elevado de R$ 85 para R$ 90 pelo BTG Pactual.

A ponta positiva do índice foi encabeçada pela C&A (CEAB3), que saltou 7,06%, a R$ 12,28, após o resultado do primeiro trimestre de 2026 surpreender o mercado.

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A equipe de analistas do Bradesco BBI já esperava uma reação positiva do mercado ao balanço, tendo em vista que os principais indicadores acompanhados pelos investidores — especialmente SSS e margem bruta — vieram melhores do que o esperado e sinalizam uma recuperação consistente no negócio principal após os ruídos do quarto trimestre de 2025.

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada pela TIM Brasil (TIMS3), que tombou 7,88%, a R$ 24,44, após o balanço do primeiro trimestre de 2026 decepcionar. A reação negativa aos números já era esperada por parte do mercado, segundo analistas do Itaú BBA.

“Os investidores esperavam mais uma surpresa positiva após o forte desempenho de margem da TIM nos últimos trimestres”, afirmou a equipe liderada por Maria Clara Infantozzi.

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As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,60%, a R$ 41,78, após o balanço do 1T26 ser considerado misto. Na visão do Bradesco BBI, as receitas de serviços decepcionaram. “Entendemos que esse foi o principal ponto fraco do trimestre”. Porém, a cifra mais fraca foi mais que compensada pela resiliência do lucro e pela robustez dos indicadores de risco.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram em alta de mais de 1% com a moderação dos preços do petróleo e sinalização de avanços para um acordo entre EUA e Irã. O S&P 500 e o Nasdaq bateram novos recordes.

Ao sair de evento na Casa Branca, Trump disse a um repórter que os Estados Unidos obterão o urânio enriquecido do Irã, enquanto os dois países tentam chegar a um acordo sobre o fim da guerra no Golfo Pérsico.

Um dos objetivos centrais de Trump ao lançar ataques militares contra o Irã era garantir que Teerã não desenvolvesse uma arma nuclear. O Irã ainda não entregou mais de 408 kg de urânio altamente enriquecido.

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Segundo Trump, as conversas com o Irã nas últimas 24 horas foram muito boas e é possível que seja feito um acordo entre Washington e Teerã.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +1,24%, aos 49.910,59 pontos;
  • S&P 500: +1,46%, aos 7.365,09 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +2,03%, aos 25.838,943 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na Europa, os principais índices fecharam em forte alta com o otimismo de um possível fim da guerra no Oriente Médio próximo. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com avanço de 2,22%, aos 623,25 pontos.

Na Ásia, os índices encerraram positivos com balanços corporativos e alívio nos preços do petróleo. O índice Nikkei, do Japão, não operou devido a feriado prolongado no país, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,22%, aos 26.213,78 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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