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Dólar a R$ 4,50? UBS BB vê eleição abrindo caminho para melhora fiscal e alta dos ativos brasileiros

05 out 2026, 16:18
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(Foto: iStock.com/MicroStockHub)

O dólar pode recuar para R$ 4,50 a R$ 4,60 nos próximos três a seis meses, caso o segundo turno das eleições reforce o resultado da primeira rodada e os preços do petróleo permaneçam favoráveis. A projeção é do UBS BB, que vê no desfecho das urnas uma maior chance de mudança nas expectativas para as contas públicas brasileiras.

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Em relatório, o banco avalia que o resultado de domingo (4) aumentou significativamente a probabilidade de uma inflexão na trajetória fiscal — cenário que pode beneficiar o real, as ações e os títulos de renda fixa brasileiros.

“Acreditamos que o resultado de ontem aumentou significativamente a probabilidade de uma mudança de rumo nas expectativas e nos resultados fiscais”, afirma o UBS BB.

Na avaliação da instituição, os investidores devem começar a incorporar essa perspectiva aos preços dos ativos antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Como o posicionamento em ações e títulos locais parecia relativamente baixo antes da votação, a reação inicial dos mercados pode ganhar força.

Dólar pode buscar R$ 5 no curto prazo

Antes de uma eventual queda para a faixa de R$ 4,50 a R$ 4,60, o UBS BB estima que a moeda norte-americana possa se aproximar de R$ 5 no curto prazo, ante os R$ 5,22 registrados no fechamento de sexta-feira (2).

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Esse movimento eliminaria a maior parte da distância entre a cotação e o valor considerado justo pelos modelos do banco.

A instituição afirma que já havia se posicionado para um cenário favorável aos ativos brasileiros, com posições compradas em ações locais e no real – operações que se beneficiam da valorização desses investimentos.

No câmbio, a estratégia utiliza opções digitais de venda de dólar contra real, com prazo de nove meses e preço de exercício de R$ 4,50 por dólar.

Juros longos podem cair para perto de 10%

O otimismo também se estende à renda fixa. O UBS BB espera uma valorização dos títulos brasileiros ao longo de toda a curva de juros, que reúne as taxas exigidas pelos investidores para diferentes prazos.

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Inicialmente, as taxas dos vencimentos mais longos podem se estabilizar em patamares 1,50 a 2,00 pontos percentuais abaixo dos níveis anteriores à votação, em um movimento semelhante ao observado após as eleições na Colômbia.

Se o ajuste fiscal se concretizar, o banco projeta que essas taxas poderão cair gradualmente para perto de 10% até o fim de 2027, ante os 14,25% registrados na sexta-feira.

A projeção se refere aos juros dos títulos de prazo mais longo. Quando essas taxas recuam, os papéis já emitidos tendem a ganhar valor, favorecendo quem os mantém na carteira.

O que pode mudar o cenário até o segundo turno?

Apesar da perspectiva favorável, o UBS BB reconhece que acontecimentos nas próximas semanas ainda podem alterar o cenário eleitoral.

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Entre os fatores monitorados estão os desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master, o recente aumento do Bolsa Família, novas iniciativas de política pública e acontecimentos relacionados a aliados ou pessoas próximas dos candidatos.

A redistribuição dos votos dos candidatos eliminados também permanece no radar.

Ainda assim, a instituição considera que, após o primeiro turno, ficou significativamente mais difícil que esses fatores modifiquem de maneira relevante a disputa antes da votação.

Para os ativos brasileiros, a continuidade do movimento dependerá tanto do resultado das urnas quanto da concretização do ajuste fiscal esperado pelo banco.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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