EUA afirmam estar à procura de explosivos no Estreito de Ormuz para reabrir passagem
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a Marinha dos Estados Unidos está retirando minas iranianas do Estreito de Ormuz.
Especialistas alertam que a varredura por explosivos subaquáticos pode levar meses, apesar de um cessar-fogo tênue entre Washington e o Irã após semanas de guerra.
Atualmente, cerca de 20% do petróleo mundial passa por essa via, e a restauração da confiança de empresas de navegação comercial e seguradoras é um desafio, visto que Teerã pode alegar a existência de explosivos não encontrados mesmo após a limpeza.
Funcionários do Pentágono informaram a legisladores em uma reunião reservada nessa semana que a desminagem completa do estreito deve levar cerca de seis meses.
Questionado sobre o prazo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou nesta sexta-feira (24) que os militares não especularam sobre um cronograma, embora não tenha negado a estimativa.
Trump reiterou que ordenou o ataque a qualquer embarcação que tente lançar explosivos e determinou que a Marinha triplique o nível de atividade das equipes de varredura.
A iniciativa faz parte de uma estratégia que inclui o bloqueio de portos iranianos, apreensão de navios ligados a Teerã e a realização de uma segunda rodada de conversas de paz no Paquistão neste fim de semana.
A operação conta com navios de combate equipados com drones subaquáticos que utilizam sonares e outras tecnologias para localizar e destruir os explosivos, além de técnicos e mergulhadores especializados.
Dois caça-minas da classe Avenger também foram deslocados do Japão para reforçar a frota no Oriente Médio.
Analistas do setor apontam que a estratégia iraniana se beneficia do fator psicológico, já que a percepção de risco força as empresas a operarem com cautela ou alterarem rotas para a costa do Irã.
Seguradoras já incluíram cláusulas que exigem contato com autoridades iranianas para garantir a passagem, visando proteger embarcações contra mísseis, drones e apreensões.
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