Bolsas da Europa avançam com moderação do petróleo e espera pelo Fed
Os índices europeus encerram o pregão desta quarta-feira (16) em alta, diante do alívio nos preços do petróleo no mercado internacional, além da espera pela divulgação da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos).
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,46%, aos 637,09 pontos.
Entre os principais índices, em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,28%, a 10.688,47 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,62%, a 25.558,88 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,62%, a 8.140,59 pontos.
O que movimentou a Europa hoje?
A Capital Economics avalia que o encarecimento do gás e da eletricidade deve prolongar a fraqueza da indústria europeia.
Nesta quarta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu o fortalecimento da competitividade da zona do euro, anunciou planos do bloco para estoques de matérias-primas críticas e estímulo à IA, além de sugerir o estreitamento das relações com o Canadá e, eventualmente, com Reino Unido e outros países que compartilhem a mesma visão da UE.
No Reino Unido, o CPI acelerou a 3,1% em agosto. Para o ING, porém, a alta segue concentrada em energia e não exige postura mais dura do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que anuncia na quinta-feira sua decisão de juros.
Em Londres, a Barratt Redrow saltou 11% após divulgar resultados, enquanto mineradoras avançaram com a alta dos metais – Anglo American subiu 1,6% e Rio Tinto, 1%. Em Frankfurt, a Hochtief ganhou cerca de 2,4%, em movimento de recuperação de papéis ligados à inteligência artificial (IA).
No setor de tecnologia, cujo subíndice Stoxx avançou 0,6%, a STMicroelectronics avançou 2,2% em Paris, enquanto a ASML subiu 1,3% em Amsterdã. Já a Capgemini (-2,6%) destoou negativamente na capital francesa. Em Milão, Prysmian foi um dos destaques de alta, com avanço de 3,7%.
Os riscos de inflação decorrentes do conflito no Irã forçaram os investidores a reavaliar as perspectivas para as taxas de juros, elevando os rendimentos dos títulos globais e pressionando os ativos de maior risco.
O Banco Central Europeu elevou os juros pela segunda vez neste ano na semana passada, e os mercados ainda esperam outro aumento de 25 pontos-base até o final do ano, de acordo com dados da LSEG.
Ao mesmo tempo, os operadores estão precificando uma probabilidade de 93% de um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros dos EUA, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME, a primeira alta sob o comando de Kevin Warsh no Fed.
“Embora seja razoável que o Fed adote uma postura de esperar para ver antes de aumentar os juros, ele tem se mostrado firme em relação à inflação. Se não agir, sua credibilidade poderá ser abalada”, disse Kathleen Brooks, diretora de pesquisa da XTB.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters