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Gerdau (GGBR4): CEO reforça raízes no agro e critica Selic a 14,50%; ‘Não dá para ficar refém de uma taxa de juros tão alta’

30 abr 2026, 14:29 - atualizado em 30 abr 2026, 14:29
gerdau ggbr4
(Foto: Lucas Nunes)

O CEO Global da Gerdau (GGBR4), Gustavo Werneck, destacou as origens da companhia dentro do agronegócio durante coletiva com jornalistas no 4º dia da Agrishow, em Ribeirão Preto.

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“Apesar da Gerdau ter nascido há 125 anos em 1901, a história da companhia começa 30 anos antes, quando o primeiro ‘Gerdau’ saiu da Alemanha e veio para o Rio Grande do Sul para plantar arroz na margem do Rio Jacuí. Essa proximidade com a agricultura está nas nossas raízes. Temos produtos desde os arames e cercas das fazendas até o aço presente em inevitavelmente todas as máquinas aqui da Agrishow”, afirmou.

O agronegócio representa cerca de 10% da carteira da Gerdau e a companhia espera continuar crescendo no setor. Segundo Werneck, o crescimento da empresa está ligada ao avanço do PIB do agro e embora haja desafios no curto prazo, o segmento continua como “absolutamente estratégico”.

Há uma crise no agronegócio?

Questionado pelo Money Times sobre o momento atual do setor e a possibilidade de uma crise, Werneck afirmou que a principal preocupação não é a competitividade, mas a falta de previsibilidade.

“O agro avançou muito em tecnologia, inovação e mecanização. O setor está preparado, mas falta clareza sobre o que vem pela frente. Não dá para ficar refém de uma taxa de juros tão alta e de um nível de endividamento tão elevado. Não dá para imaginar que o produtor supere esse endividamento e, em uma ou duas safras, enfrente uma crise climática e se endivide novamente.”

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Para o executivo, o cenário é conjuntural, mas exige ação.

“Acho que o momento é passageiro e tem tudo para melhorar, mas será necessária uma nova intervenção em nível de política pública do governo federal, para dar mais previsibilidade. Com mais segurança, o produtor volta a investir”, completou.

Werneck também destacou o papel da Agrishow como termômetro do setor.

“Eventos como este ajudam a criar um otimismo coletivo e consolidar percepções sobre o mercado. Mas esse otimismo não elimina os desafios”, disse. “Um exemplo é o setor de veículos pesados, que está bastante enfraquecido. A Gerdau investiu fortemente em uma planta de aços especiais em Pindamonhangaba, voltada para essa indústria, e hoje operamos com ociosidade por falta de pedidos”, completou.

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Segundo ele, há sinais recentes — ainda tímidos — de melhora, que trazem alguma expectativa de retomada.

Impactos do cenário global para a Gerdau

Sobre a volatilidade global, intensificada por conflitos no Oriente Médio, Werneck afirmou que esse ambiente deve persistir.

“O mundo mudou muito. Quando esse conflito terminar, outros virão. O Brasil e suas empresas precisam aprimorar a gestão de risco, e o governo deve criar mecanismos para reduzir o impacto desses eventos sobre as companhias brasileiras.”

Os efeitos para a Gerdau se concentram principalmente nos custos energéticos. A alta do petróleo pressiona o carvão e diversos insumos, já que muitos fornecedores ainda dependem de energia fóssil.

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“Estamos sentindo essa pressão diariamente, com fornecedores pedindo reajustes com frequência. Isso já é uma realidade para toda a economia brasileira.”

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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