INSS

Governo define prazo para cadastro biométrico obrigatório de beneficiários de programas assistenciais

02 jun 2026, 15:30 - atualizado em 02 jun 2026, 15:30
Calendário BPC 2026
BPC será um dos programas que passará a exigir cadastro biométrico (Divulgação/Governo Federal)

O governo federal definiu 31 de dezembro de 2026 como prazo para a conclusão do cadastramento biométrico obrigatório de beneficiários de programas assistenciais. A exigência não atinge todos os segurados da mesma forma e obrigatoriedade está concentrada nos programas assistenciais e nos novos requerimentos, enquanto aposentadorias e pensões já concedidas seguem as regras atuais de manutenção cadastral.

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A medida, adotada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, visa reforçar o combate a fraudes em benefícios pagos pela União. A nova exigência será beneficiários de programas como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência.

Para aposentados e pensionistas que já recebem regularmente, não há previsão de bloqueio automático ou prazo imediato. A conferência dessas informações continua sendo realizada por cruzamento de bases de dados públicas. O objetivo é a fiscalização em novos pedidos e em benefícios vulneráveis a inconsistências.

Segundo o INSS, a ampliação da biometria busca aumentar a segurança dos pagamentos, dificultando fraudes como o uso de identidade falsa, atuação de intermediários irregulares e saques em nome de segurados falecidos. A digitalização também permitirá maior integração entre os bancos de dados do governo federal.

Segurados que já possuem biometria registrada em sistemas oficiais, como a Justiça Eleitoral ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), não precisarão realizar um novo cadastramento. Esses dados serão aproveitados pelo governo.

Quem não possui registro em nenhuma base oficial deverá providenciar o cadastro, processo que tende a ser integrado à emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN).

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A CIN se tornará a principal referência para a identificação digital do governo. Pelo cronograma oficial, a partir de janeiro de 2027, etapas de renovação de benefícios por incapacidade e pensões por morte passarão a exigir validação facial.

A fase de transição termina em 1º de janeiro de 2028, quando o documento se consolidará como padrão para solicitações e atualizações junto à Previdência Social.

Exceções previstas

A regulamentação dispensa da biometria obrigatória os grupos considerados mais vulneráveis:

  • Idosos com mais de 80 anos;
  • Pessoas com limitações de locomoção (comprovadas por laudo médico);
  • Brasileiros residentes no exterior;
  • Moradores de localidades de difícil acesso.

Para os demais convocados, o procedimento poderá ser feito pelos aplicativos Meu INSS e Gov.br. Haverá suporte presencial em agências do INSS e nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Atualmente, o INSS administra mais de 40 milhões de benefícios mensais. Os assistenciais representam parcela significativa desse volume e concentram as ações de revisão cadastral. A expectativa da Previdência é que a biometria fortaleça o controle sem exigir deslocamentos desnecessários de quem já possui identificação validada.

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*Com supervisão de Gustavo Porto

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Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Amanda Cristina de Souza é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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