Saúde

Homem corre a Maratona de Londres com geladeira nas costas — e sai com ela cheia de dinheiro

27 abr 2026, 12:46 - atualizado em 27 abr 2026, 12:46
corredor maratona
Imagem: Gerada por IA

O queniano Sabastian Sawe venceu a Maratona de Londres, disputada no domingo (26), com o tempo de 1h59m30s. Com isso, ele se tornou a primeira pessoa na história a correr uma maratona em menos de duas horas.

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Para além do recorde mundial, o feito esportivo rendeu a Sabastian Sawe um prêmio em dinheiro de 263 mil libras, equivalente a R$ 1,7 milhão.

Mas a façanha do queniano não rendeu nem perto das 500 mil libras levantadas por um corredor que foi para a Maratona de Londres com uma geladeira de 25kg nas costas e cruzou a linha de chegada muitas, mas muitas horas depois de Sawe.

Trata-se do britânico Jordan Adams.

Por uma boa causa

Corredores fanfarrões não são exatamente uma raridade em maratonas e corridas de rua em geral. Mas Jordan Adams não é um fanfarrão qualquer.

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A proposta de correr em Londres com uma geladeira nas costas responde a uma causa nobre.

Aos 30 anos de idade, Adams está levantando dinheiro para a Alzheimer’s Research UK. A meta do britânico é angariar 1 milhão de libras. Para atingi-la, ele pretende correr mais 32 maratonas no decorrer das próximas semanas.

Pode-se dizer que a Maratona de Londres já foi meio caminho andado. Só com a corrida de ontem, ele e seu irmão caçula levantaram quase £500 mil.

Ele pode correr com a geladeira, mas não pode correr do tempo

Jordan e seu irmão, Cian, são conhecidos como os “irmãos FDT”. Em 2010, quando eles tinham apenas 15 e 9 anos, a mãe deles, Geraldine, foi diagnosticada com demência frontotemporal (FTD). Ela tinha 47 anos na época. Apenas 6 anos depois, Geraldine faleceu.

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Com a morte da mãe, a irmã mais velha deles, Kennedy Adams, quis descobrir se herdaria a condição, mas o teste deu negativo.

Depois da notícia, os garotos decidiram fazer o mesmo exame genético. Dessa vez, no entanto, as novidades não foram boas: Jordan e Cian terão que conviver com a FTD ao longo da vida.

Provavelmente, os sintomas iniciarão quando chegarem à casa dos 40 anos e, possivelmente, perderão a vida cerca de 10 anos após o diagnóstico.

Foi diante esse cenário, que os irmãos decidiram arrecadar 1 milhão de libras em homenagem aos 12 parentes, incluindo a mãe, que perderam devido a FTD.

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A Maratona de Londres foi apenas o começo

A Maratona de Londres foi apenas o ponto de partida, segundo Jordan. O objetivo de correr com a geladeira nas costas durante uma das maratonas mais conhecidas do mundo era simples: chamar o máximo de atenção para a história da família.

E ela foi apenas o começo: os irmãos vão correr outras 32 maratonas nos próximos 32 dias — mas dessa vez, sem a geladeira.

Não é a primeira vez que a dupla enfrenta um desafio desses. Sabendo o que deve enfrentar em um futuro breve, desde o diagnóstico, Jordan palestra e arrecada fundos para a Alzheimer’s Research UK.

Para angariar fundos, os Adams participam de diversas corridas, incluindo uma maratona virtual durante a pandemia de Covid-19, em 2020. Outro evento de destaque foi em 2022, quando Jordan correu sete maratonas em sete dias.

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“É cruel porque eu sei exatamente o que está por vir. Acompanhei cada etapa desse processo, vendo minha mãe perder tudo aquilo que fazia dela quem ela era — e o impacto que isso teve não só nela, mas nas pessoas ao redor”, disse Jordan à Mind, uma organização de saúde mental.

Não há linha de chegada para a arrecadação

Os irmãos contaram que estão há quase 9 anos tentando fazer as pessoas escutarem suas histórias e “finalmente parece que ela tocou as pessoas”.

Desde o falecimento da mãe, a família já arrecadou £800 mil. Apesar de estarem a £200 da meta inicial, eles dizem que não vão parar quando chegarem lá.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
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