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Usiminas (USIM5): UBS BB eleva preço-alvo e vê potencial de 30% após o 1T26; veja por que é hora de comprar

27 abr 2026, 12:30 - atualizado em 27 abr 2026, 12:11
usiminas
(Imagem: REUTERS/Alexandre Mota)

O UBS BB elevou o preço-alvo para a Usiminas (USIM5) de R$ 9 para R$ 10, o que implica um potencial de alta de 31% ante o último fechamento. De olho no desempenho do primeiro trimestre de 2026 (1T26) e no cenário em que está inserida, o banco tem recomendação de compra para a companhia.

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Após um resultado acima do esperado nos primeiros meses deste ano e tendo em vista um déficit de aproximadamente 15% no mercado brasileiro de aço plano, o UBS BB revisou para cima as estimativas para a Usiminas, elevando a expectativa de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para 2026 e 2027 em cerca de 10% a 15%.

Os analistas Caio Greiner e Arthur Biscuola destacam a alta de 6% das ações USIM5 na última sexta-feira (25), após reportar lucro líquido de R$ 896 milhões, um avanço de 166% na comparação com o mesmo primeiro trimestre de 2025.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 653 milhões no 1T26, um recuo de 11% na comparação anual, mas avanço de 56% ante o último trimestre.

A margem Ebitda avançou 0,04 ponto percentual no ano, chegando a 11%. Na comparação trimestral, o avanço é de 4,4 pontos percentuais.

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“Vemos um ponto de partida mais alto para as margens Ebitda da divisão de aço no 1T26, em 10,4% (contra 7,4% esperados anteriormente), e agora projetamos de forma conservadora margens de 14% em 2027 (ante 13% antes), à medida que reajustes de preços sejam implementados gradualmente (mais concentrados a partir do 3T26)”, dizem os analistas.

Nesta segunda-feira (27), as ações da Usiminas performam entre as maiores altas do Ibovespa (IBOV). Por volta de 11h46 (horário de Brasília), o avanço era de 5,91%, a R$ 8,06

Medidas antidumping

Na visão do banco, a recente implementação de medidas antidumping mudou o jogo para a indústria brasileira de aço plano, sendo que a Usiminas está bem posicionada para se beneficiar deste cenário.

Com o aço chinês agora “fora do jogo”, cerca de 15% a 20% da oferta nacional de aço plano foi rapidamente impactada (incluindo antidumping sobre bobina a quente/HRC), criando um déficit relevante entre oferta e demanda.

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Esses volumes deverão ser substituídos tanto por importações asiáticas fora da China quanto por siderúrgicas locais, dizem os analistas, porém a preços US$ 100 a US$ 200 por tonelada mais altos, abrindo espaço para novos reajustes nos próximos meses.

“Calculamos que a Usiminas hoje precifica margens Ebitda no aço entre 10% e 11%; portanto, mesmo após a alta recente, ainda vemos potencial relevante de valorização até 2027, à medida que o mercado incorpore gradualmente níveis maiores de margem”, dizem os analistas.

O 1T26 da Usiminas

A receita líquida da companhia chegou a R$ 5,87 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 14% ante o mesmo período em 2025. De acordo com a companhia, o desempenho reflete a queda nas unidades de Siderurgia e Mineração.

Na Siderurgia, a receita líquida recuou 2,3% frente ao quarto trimestre de 2025, resultado da redução de 6,9% nos volumes de venda. Já na mineração, a receita líquida recuou 20,9% em comparação ao trimestre anterior, reflexo da redução de 21% nos volumes vendidos no trimestre.

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A companhia encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 391 milhões e alavancagem de -0,20 vezes (Dívida Líquida/Ebitda). O Fluxo de Caixa Livre foi positivo em R$ 84 milhões, mesmo com CAPEX de R$ 285 milhões no período.

A Usiminas destaca que o primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma mudança relevante na dinâmica comercial do aço no Brasil.

Em fevereiro, o governo brasileiro aplicou direitos antidumping sobre as importações de aços laminados a frio e de aços revestidos, medidas aguardadas há longo tempo pelo setor siderúrgico nacional.

“Essas ações começaram a alterar de forma significativa o ambiente competitivo, sinalizando maior defesa à indústria doméstica frente a práticas comerciais desleais”, diz a companhia.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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