Mercados

Ibovespa tem leve queda com expectativa de corte na Selic e eleições; dólar recua a R$ 5,12

05 ago 2026, 17:28 - atualizado em 05 ago 2026, 17:32
(Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O pregão do Ibovespa (IBOV) foi marcado pela expectativa por um novo corte na Selic, em dia de atenções divididas com o cenário eleitoral.

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Nesta quarta-feira (5), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,09%, aos 177.726,17 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1282, com queda de 0,05%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com a escalada das tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Brasil após a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, e o cenário político.

O anúncio do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-PB) como vice do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) também injetou aversão a risco no mercado, com a “chapa puro sangue” — presidente e vice do mesmo partido.

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O mercado ainda ficou à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A expectativa é de que o colegiado corte a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.

Segundo a última atualização, da última segunda-feira (3), as Opções do Copom da B3 aponta 94,75% de chance de o Copom reduzir os juros de 14,25% para 14% hoje.

Altas e quedas do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi encabeçada por RD Saúde (RADL3), com alta de 5,87% (R$ 20,55), em reação ao balanço do 2T26. Já a ponta negativa do IBOV foi liderada por Hapvida (HAPV3), que recuou 5,69% (R$ 11,11).

O destaque do pregão, porém, foi o Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV. As ações do banco subiram 0,67% (R$ 42,38) em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26), “sem surpresas”.

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O banco registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 7,8% ante o mesmo período de 2025. A cifra ficou dentro do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 12,3 bilhões.

Trata-se da 11º alta consecutiva dos lucros. A última vez que o banco viu o seu lucro cair foi no terceiro trimestre de 2023, quando sofreu com a fraude da Americanas (AMER3), segundo dados da Elos Ayta. Desde então, vem aumentando o seu resultado final trimestre após trimestre.

Para o BTG Pactual, os números pareceram “pouco inspiradores”. Apesar do lucro dentro das expectativas, os analistas chamam atenção para o lucro por ação, que cresceu apenas 5% em relação ao ano anterior, marcando seu ritmo mais lento em três anos.

Apesar da forte valorização de ITUB4, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 0,22%, puxada por Bradesco (BBDC4).

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Ainda entre os pesos-pesados, Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com alta de 0,46% (R$ 76,66). Petrobras (PETR4;PETR3) acompanhou a volatilidade dos preços do petróleo em meio às incertezas sobre um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz: PETR3 caiu 2,08% (R$ 47,15) e PETR4 registrou perda de 1,34% (R$ 41,93).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram o pregão fecharam sem direção única com as ações de tecnologia pesando sobre o Nasdaq e o S&P 500, enquanto o Dow Jones fechou, novamente, nas máximas.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,48%, aos 54.344,52 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: -0,17%, aos 7.723,42 pontos;
  • Nasdaq: -0,83%, aos 26.363,439 pontos.
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Na Europa, os mercados também terminaram o pregão sem direção única com incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou leve alta de 0,04%, aos 657,14 pontos, em novo recorde nominal histórico.

Na Ásia, os índices fecharam o pregão em alta: o índice Nikkei, do Japão, subiu 3,66%, aos 66.300,44 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong teve avanço de 0,24%, aos 25.915,82 pontos pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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