Ibovespa sobe mais de 1% com melhora do humor externo à espera da ata do Fed; 5 coisas para saber antes de investir hoje (19)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quarta-feira (19) na tentativa de retomar o ritmo de ganhos com a melhora do humor externo e à espera da ata do Federal Reserve (Fed).
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com alta de 1,48%, aos 168.802,00 pontos.
No mesmo horário, o dólar à vista operava em queda ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1636 (-1,11%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,56%, aos 99.099 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (19)
1 – Inflação do aluguel
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como inflação do aluguel, registrou queda de 0,36% na segunda prévia de agosto, conforme divulgou a Fundação Getulio Vargas nesta quarta-feira.
Na segunda prévia de julho, o indicador havia registrado deflação de 1,11%.
O movimento foi sustentado pela retração do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que passou de 1,72% em julho para 0,50% em agosto. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também registrou queda nesta leitura, de +0,12% em julho para recuo de 49% em agosto.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou a 0,73% na segunda prévia de agosto, após alta de 0,66% na leitura anterior.
2 – JBS faz proposta pela Pilgrim’s Pride
Na noite desta terça-feira (18), a JBS anunciou uma proposta não vinculante para comprar a totalidade das ações ordinárias em circulação da norte-americana Pilgrim´s Pride. A companhia brasileira já detém 82% de participação na empresa dos EUA.
Segundo o comunicado, a oferta proposta trata-se de uma troca de 2,086 ações ordinárias Classe A da JBS para cada ação ordinária da Pilgrim´s Pride.
No pré-mercado em Nova York, JBS caía mais de 1%.
3 – Trump suspende tarifas para Canadá
O presidente norte-americano Donald Trump suspendeu as tarifas de importação de 50% sobre os produtos do Canadá por três dias, após os dois países chegarem a um acordo.
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, disse em um comunicado que “foram feitos avanços substanciais, embora ainda haja um trabalho importante a ser feito”.
4 – Ata do Fed
O mercado espera a ata da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), a ser divulgada às 15h (horário de Brasília). O documento deve calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros na maior economia do mundo.
Antes de abertura dos mercados, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 67,2% de chance de o Fed manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima reunião, sendo a aposta majoritária. A probabilidade de elevação nos juros continua para o mês de dezembro, com 65,4% de chance.
Na última decisão, em julho, o Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas com a maior dissidência entre os diretores em uma década.
5 – Tensão no Oriente Médio
Com a falta de expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, os investidores continuam a monitorar as hostilidades no Oriente Médio e o tráfego reduzido no Estreito de Ormuz.
Segundo dados da Kpler, o tráfego marítimo por Ormuz diminuiu devido à falta de sinais claros sobre sua reabertura. Seis navios de carga cruzaram a via nesta terça-feira, uma queda em relação aos nove do dia anterior e abaixo da média diária dos últimos 10 dias, que é de 11.
Os preços do petróleo, por sua vez, devolvem os ganhos recentes, mas segue acima dos US$ 90 pela primeira vez desde julho. Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro caía 0,27%, a US$ 90,79 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para outubro operavam com baixa de 0,24%, a US$ 83,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters